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Polícia Civil

Polícia Civil pode parar novamente

Por Jussi Moraes - jussi@engeplus.com.br

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Foto: Foto: Jussi Moraes

Hoje encerra o prazo que a Polícia Civil de Santa Catarina deu ao Governo Estadual para uma nova proposta de reajuste salarial. Na última semana o governador Raimundo Colombo propôs a todos os servidores públicos a incorporação de abono em quatro anos, mais 8% de aumento, sendo 4% em janeiro e 4% em maio, proposta não aceita pela classe. Caso o governo não faça uma nova proposta até o final do dia, os policiais farão uma nova assembleia, nos próximos dias, para definir os encaminhamentos e uma possível paralisação.

O delegado de Criciúma, Vitor Bianco Junior, que preside a associação de delegados de polícia do Sul, destacou que o pedido é para a carreira jurídica, compactação das classes das carreiras de agentes, mais efetivo e abertura de um novo canal para tentar diminuir o tempo de incorporação do abono. “Só que até agora não tivemos resposta. Parece que haverá uma nova rodada de negociação e esperamos que a resposta venha até o final do dia”, salientou.

Devido a insatisfação dos policiais, sem aumento salarial há dez anos, os delegados que exercem cargos comissionados pensam na possibilidade de colocá-los a disposição. “Todos estamos insatisfeitos e os delegados regionais, com esta situação, cogitam abandonar as cadeiras”, relatou Bianco Junior.

Por outro lado, o delegado alega que existe uma questão que impede uma melhor negociação com o Governo. Existe uma cobrança grande por parte da Polícia Militar. “Se a Polícia Civil conseguir o aumento, os policiais militares também exigirão. Só que existem pontos que não podem ser vinculados, nosso trabalho tem características muito diferentes”, pontuou.

Uma das medidas adotadas pelos policiais na assembleia do dia 18 de novembro em São José, foi boicotar o voluntariado para a temporada de verão. Todos os anos os agentes e delegados interessados se deslocam para os balneários. Porém, conforme o agente Arilson Carlos Nazário, as diárias não cobrem as despesas. “Os delegados recebem R$ 150,00 por dia e os agentes R$ 110,00, isso não paga estadia e alimentação. Levantamos essa questão na assembleia, como não tivemos posição do governo vamos consolidar a decisão”, garantiu.

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