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Investigação

Polícia Federal deflagra operação Onipresença que investiga médicos da região

Em Criciúma e Tubarão três profissionais são investigados, segundo inquérito, médicos assinam ponto e não vão trabalhar

Por Mariana Noronha - mariana.noronha@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Polícia Federal deflagra operação Onipresença que investiga médicos da região
Foto: Rosane Lima / ND

A Polícia Federal de Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira, dia 9, a operação Onipresença, a qual investiga médicos que atuam nos municípios de Florianópolis, Itajaí, Tubarão e Criciúma. Estes profissionais estariam assinando o ponto em hospitais públicos, sem trabalhar. Foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão em hospitais públicos e privados, clínicas e consultórios médicos, sendo que destas, pelo menos sete, foram realizadas na região Sul.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Allan Dias Simões Maia, foi apurado no Inquérito Policial que 27 médicos do Hospital Universitário (HU), de Florianópolis, não estão prestando efetivamente o atendimento em detrimento da saúde da população, em especial dos cidadãos mais carentes.

Foi comprovado, ainda, que os médicos possuem vínculos públicos de 60 ou 40 horas semanais de trabalho, porém realizam atendimentos em consultórios, clínicas e hospitais particulares, prejudicando o serviço que deveria ser prestado no hospital público (HU).

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"Na região Sul, 28 policiais federais trabalharam no cumprimento dos três mandados de busca e apreensão em Criciúma, e quatro em Tubarão. No locais foram apreendidos documentos, folhas pontos, registros de frequência, entre outros", aponta o delegado Maia.

Segundo ele, um médico é investigado em Criciúma, e dois em Tubarão. Os investigados respondem pelos crimes de prevaricação (art. 319 do CP), abandono de função pública (art. 323, §1º do CP), falsidade ideológica (art. 299 do CP) e estelionato contra a União (art. 171, §3º do CP). Além disso poderão, também, ser responsabilizados civilmente, com o ressarcimento do erário e administrativamente, com a perda do cargo público.

*Colaboração Renam Meinen

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