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Policiais civis

Policiais civis cruzam os braços e anunciam greve nesta segunda-feira

Apenas serviços de plantão e urgência são atendidos neste momento

Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Policiais civis cruzam os braços e anunciam greve nesta segunda-feira
Foto: Imagem: Divulgação

Policiais civis de Santa Catarina anunciaram, nesta segunda-feira, o início de uma greve da categoria. Após uma assembleia realizada no último sábado, os trabalhadores decidiram atender nos próximos dias apenas serviços de urgência em regime de plantão (casos de homicídio e estupro, por exemplo). O agente da Polícia Civil Arilson Carlos Nazário, diretor de divulgação do Sindicato de Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol/SC), explica que o objetivo da paralisação é reorganizar o salário da Polícia Civil.

A categoria pede que as gratificações e indenizações sejam somadas ao vencimento, e que este valor seja fixado como vencimento concreto. “Não queremos perder isso quando saímos de férias ou tiramos alguma licença. Também pedimos a reposição das perdas salariais dos últimos 10 anos em forma de subsídio, para que não seja descontado em momentos de doença ou aposentadoria”, explica Nazário.

Outro pedido do Sinpol é que a carreira policial – que hoje tem oito níveis – passe a ter apenas quatro, como forma de existir uma maior mobilidade e incentivar os novos policiais. O salário inicial da Polícia Civil, atualmente, é de R$ 2.117,00 brutos. “Quem entra agora, recebe esse valor por no mínimo três anos, que é quando tem a chance de aumentar um nível na carreira. Isso gera evasão, pois eles procuram outros concursos onde ganharão mais”, explica o agente policial.

No caso contrário, Nazário explica que policiais que já trabalham há mais de 30 anos na área, não querem se aposentar. “Na aposentadoria, eles perdem 30% do salário. Isso faz com que a instituição esteja envelhecendo e encolhendo”, comenta.

De acordo com Nazário, o efetivo policial de Santa Catarina deveria ser de seis mil policiais, mas a instituição conta com 3.180 trabalhadores, o que gera sobrecarga. “A greve iniciou agora, e só dependemos de uma resposta do governo. Enquanto não tivermos uma resposta, continuaremos de braços cruzados”, avalia. Em Criciúma e região, toda a categoria aderiu à greve.


Policiais civis cruzam os braços e anunciam greve nesta segunda-feira — foto 1
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