Policiais Civis da região Sul decidem pela greve
Categoria aguarda definição a nível estadual sobre o início da paralisação

Em assembleia na tarde desta quarta-feira, policiais civis de Criciúma, Tubarão, Laguna e Araranguá rejeitaram a proposta do Governo do Estado e votaram pelo indicativo de greve. Na prática, a paralisação da categoria só não tem data definida - o que deve acontecer nos próximos dias -, mas os profissionais já estão mobilizados para realizar a greve.
Outros sete municípios catarinenses também tiveram assembleias dos policiais civis, por isso é preciso aguardar definição a nível estadual para o início da paralisação. "Em votação ficou definido que, além dos serviços básicos e burocráticos nas delegacias comuns, como registro de Boletins de Ocorrência e tomada de depoimentos, as delegacias de trânsito também estarão paradas. Somente os casos graves, como flagrantes e crimes contra a vida, serão registrados", detalha o diretor de divulgação do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), Arilson Carlos Nazario.
Segundo ele, as greves sempre são importantes para mostrar a importância do trabalhador e, nesse caso, trata-se da paralisação de parte de um setor fundamental para a sociedade: a segurança pública. "O Governo do Estado está com um tamanho descrédito conosco. Foi proposto parcelar em três vezes uma espécie de abono para a categoria, haveria um ganho, mas com retirada de hora extra, por isso pedimos parcela única para esse pagamento", explica Nazario.
Nos próximos dias, os policiais civis da região estarão com camisetas pretas estampadas com o pedido de aumento. Além disso, faixas e cartazes serão colocados nas delegacias, assim como os próprios profissionais estarão nos locais para orientar a população em relação a greve. Ao fim da assembleia de hoje, realizada na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), os policiais caminharam pela Avenida Centenário até o Parque das Nações Cincinato Naspolini, a fim de mostrar que a categoria já está mobilizada.










