Prefeito de Criciúma viaja a Brasília para discutir projeto de elevação dos trilhos
Vagner Espindola também cumpre agenda nesta quarta-feira em Florianópolis
Por Rafaela Custódio
Atualizada 4 min de leitura

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, estará em Brasília (DF) nesta quinta-feira, dia 29, para uma reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encontro terá como pauta o projeto de elevação da ferrovia na área urbana do município. A proposta prevê elevar os trilhos em aproximadamente sete metros, em um trecho que vai da região do Rio Maina até o cruzamento com a avenida Centenário, no bairro Milanese.
“Será uma reunião mais técnica, na realidade, onde nós estaremos lá com os técnicos da ANTT avaliando as possibilidades do custeio, definição também das responsabilidades de todos os envolvidos e fazendo os alinhamentos para os próximos encaminhamentos, para que a gente possa viabilizar esse grande empreendimento que vai sem dúvida nenhuma transformar toda aquela região”, afirmou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
O prefeito também explicou que o projeto prevê uma intervenção desde a avenida Luiz Lazzarin. “Nós chegamos na Luiz Lazzarin com uma perna do contorno do Anel Viário do Estado, mas que ele não deu sequência. Então, a gente precisa agora fazer essa outra perna, trazendo essa extensão toda do anel até o corredor do bairro Pinheirinho, onde hoje está a malha ferroviária. E fazendo, naturalmente, dentro deste projeto como um todo, a relocação das casas que estão às margens da ferrovia, para um outro local, e aí o que é o outro projeto, a elevação do trilho”, detalhou.
Elevação dos trilhos: mobilidade, segurança e impacto social
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, João Paulo Casagrande, detalhou o conceito da obra. “Vemos um movimento muito grande da mineração, e hoje o trem passa no Pinheirinho atrapalhando a Centenário e trazendo riscos à segurança pública”, explicou em entrevista recente.
A equipe técnica avaliou alternativas, incluindo o modelo adotado em Maringá (PR), que optou pelo rebaixamento dos trilhos. No entanto, segundo Casagrande, essa solução seria inviável em Criciúma. “Se rebaixássemos, ficaríamos em cotas de rio, tendo que bombear continuamente por muitos anos. Então decidimos elevar o trilho”, detalhou. “A gente não quer só resolver o trilho. Queremos resolver a questão social e a mobilidade urbana”, acrescentou.
O plano conceitual prevê vias duplicadas ao longo do novo elevado, interligando a avenida Centenário à região da rótula próxima ao Mercado Moniari, na avenida Luiz Lazzarin. “É uma continuidade do Anel Viário até a avenida Centenário, já que não temos como levar essa conexão até a universidade”, completou.
Segundo o secretário, o próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) reconhecem a necessidade de uma intervenção. “É um problema grande para eles, porque as casas já estão invadindo muito a área de segurança do trilho. A faixa de domínio tem 40 metros, que são 20 metros para cada lado e ainda há a faixa de segurança do trem, de seis metros para cada lado. Num trilho elevado, a engenharia resolve isso, com tecnologias mais modernas”, afirmou.
Casagrande destacou que o projeto também prevê a realocação das famílias que atualmente vivem próximas à ferrovia. “Nós temos um projeto social de realocá-las para uma área que já está sendo estudada, também teremos um loteamento social com casas, tudo com uma vida digna que todas elas merecem”, ressaltou.
Maior obra da história recente de Criciúma
Casagrande reconheceu que o projeto terá alto custo e grande complexidade técnica. “Arriscaria dizer que será o maior investimento entre todas as obras que já fizemos. Estimamos algo acima de R$ 200 milhões, com base em trabalhos semelhantes no Brasil, como o Monotrilho de São Paulo e outros elevados metálicos”, pontuou.
Agenda em Florianópolis
Antes de viajar para Brasília, o prefeito cumpre agenda em Florianópolis nesta quarta-feira, dia 28. Às 10h30, ele estará na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), onde será apresentada uma ferramenta voltada ao desenvolvimento econômico dos municípios.
“Cumpro agenda em Florianópolis às 10h30, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), onde será apresentada uma ferramenta que a própria Fiesc tem contribuído com os municípios sobre desenvolvimento econômico”, afirmou.
Além da Fiesc, Espindola terá compromissos na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). “Me encontro com o presidente Júlio Garcia e ainda buscarei uma conversa com Cleverson Siewert, secretário de Estado da Fazenda de Santa Catarina, e com a secretária-geral de Governo, Daniela Porporatti, para que a gente retome todos aqueles recursos que ficaram, por conta da vedação eleitoral, interrompidos e que agora tomam, naturalmente, forma”, pontuou.





