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Criciúma

Prefeitura detalha retorno das aulas 100% presenciais; baixo índice de aprendizado motivou decisão

Mais de 20 mil alunos estão convocados para voltar às salas nesta terça-feira, dia 1°

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

4 min de leitura

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Prefeitura detalha retorno das aulas 100% presenciais; baixo índice de aprendizado motivou decisão
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

As aulas da rede municipal de ensino de Criciúma serão retomadas de forma 100% presenciais a partir desta terça-feira, dia 1°, após mais de um ano do afastamento em função da pandemia do novo coronavírus. A medida foi detalhada na manhã desta segunda-feira, dia 31, durante entrevista coletiva no Paço Municipal com o prefeito Clésio Salvaro e os secretários da Educação e Saúde, Miri Dagostim e Acélio Casagrande.

A proposta é tratada no Paço Municipal como emergencial para melhorar os índices de educação no município. De acordo com dados repassados pelo secretário de Educação, o ensino virtual pode corresponder a uma redução de até 80% na aprendizagem. Outro dado é o baixo índice de procura pelas apostilas de ensino disponibilizadas pela secretaria.

“A criança vai na praia, na festinha dos amigos, nos parques, nas pracinhas perto de casa, ficam o dia todo brincando, só não podem ir para a escola. Estamos adotando medida restritiva às levando de volta para a sala de aula, onde aprende a escrever, a ler e fazer conta. Elas seguem as regras até mais que jovens, adultos e idosos. As crianças seguem as regras. Há uso de máscaras para todas as crianças, observando o distanciamento e a obrigatoriedade do álcool em gel”, sustentou o prefeito.

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De acordo com a cúpula do governo, uma comitiva formada pelo prefeito, o vice Ricardo Fabris e os dois secretários, visitou as 66 escolas da cidade e as 48 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Nas escolas, encontraram salas vazias ou professores lecionando apenas para um aluno. “A medida que o governo adota é muito mais restritiva, estamos de acordo com a legislação e seguindo todos os protocolos. Risco zero não existe em lugar nenhum do mundo. Do ponto de vista sanitário, o prefeito e o vice garantem que a escola é um local seguro. A probabilidade (de contaminação) é muito menor na escola do que em qualquer outro lugar. Lugar de criança é na escola.

Nós fomos visitar as escolas. Em sala de aula, um professor e um aluno, dois alunos, salas vazias. Uma estrutura gigantesca. Mais da metade dos pais não foram buscar as apostilas e o retorno de quem busca ainda é muito baixo. A plataforma digital não funciona. A medida é de acordo com a legislação.

Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma
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Protocolos adotados

O retorno às atividades presenciais é obrigatório e seguirá protocolos sanitários para garantir a segurança dos profissionais e alunos envolvidos, como uso de álcool gel, distanciamento social, aferição de temperatura e uso obrigatório de máscara. O distanciamento também é previsto para alunos que usam o transporte escolar, utilizado por cerca de 5% dos alunos do município.

Em caso de suspeita de contaminação, o aluno é encaminhado para a Unidade Básica de Saúde mais próxima onde passará pelo teste rápido e avaliação. Em casos de alunos positivados, será realizada avaliação para a necessidade de dispensa da respectiva turma. Já no caso de professores, a turma é dispensada para o ensino virtual - protocolo já seguido desde o retorno misto, em fevereiro.

“Todos os professores e alunos sintomáticos têm próximo do local de trabalho uma Unidade de Saúde. Todas as UBSs tem teste antígeno, e depois de três dias pode-se saber se está ou não com o vírus. Temos equipes de saúde espalhadas em todo o município e também o Centro de Triagem. Basta acionar a equipe da educação ou saúde e estaremos presentes para ver se há necessidade de afastamento ou não. Se está sintomático, tem o profissional de saúde para orientar”, explica Acélio Casagrande.

Confira o vídeo:

Retorno obrigatório

As atividades 100% presenciais são obrigatórias. Para alunos ausentes, será realizado um primeiro contato por telefone pela direção da escola. Caso não funcione, haverá a visita presencial na casa do aluno para conversar com os pais ou responsáveis e fazer o resgate. “Caso contrário, vamos encaminhar o serviço social que também fará visita in loco, e se não funcionar vamos encaminhar o Conselho Tutelar. Ainda, se necessário, vamos lá conversar com a família porque precisamos resgatar o aluno e trazê-lo para a sala de aula”, explica o secretário de Educação, Miri Dagostim.

Neste final de semana, iniciou a vacinação de professores que deve ser intensificada nos próximos dias conforme a chegada de novos imunizantes na cidade. De acordo com dados da Secretaria de Educação, são cerca de 2,3 mil colaboradores, entre professores, funcionários das secretarias e serventes, e 20,3 mil alunos. Desde o retorno, ainda de forma mista, em 17 de fevereiro, foram 251 casos positivos.

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