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Penitenciária

Presídio Regional de Araranguá para de receber presos

Atualizada / Em situação precária, algumas alas chegam a alojar 70 detentos em um espaço para 20

Por Cyntia Amorim - cyntia.amorim@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: Cyntia Amorim

Atualização da matéria às 7h57min de 2 de julho / A partir desta terça-feria, dia 1º, o Presídio Regional de Araranguá não receberá mais presos. O decreto foi dado pelo responsável da Segunda Vara Criminal do Fórum de Araranguá, Luís Felipe Canever. Desde 2011, quando Canever assumiu a corregedoria na cidade, o presídio aumenta o número de detentos dia a dia. “Agora, chegamos em um ponto que não será mais possível recebê-los. É decisivo, não receberemos mais nenhum detento, enquanto o Estado não resolver esta situação", afirma.

A penitenciária tem capacidade para alojar 128 presos, sendo 118 homens e dez mulheres. Hoje, a unidade prisional ultrapassou três vezes o número permitido. “Estamos com mais de 450 reclusos. Algumas celas abrigam, em média, 30 detentos em um espaço de 12 metros quadrados”, ressalta o corregedor.

De todas as alas, a mais precária é a do setor de segurança, onde ficam os reclusos que sofrem ameaças físicas de outros presos. “São 70 reclusos em um espaço para 20. Outros estão em celas fechadas, são oito detentos em um lugar que cabe três”, destaca Canever. O corregedor reclama também da segurança e da estrutura do local. O presídio tem apenas 23 agentes prisionais, sendo que nos plantões ficam apenas quatro deles, ou seja, são 100 reclusos para um agente.

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“Eu entendo que o Estado não consegue mudar da noite para o dia, mas precisamos que isso mude. Precisamos de uma reforma e aumentar o espaço físico. Essa é a única solução para continuarmos recebendo presos”, explica Canever.

O Estado fez um pedido contra a decisão do corregedor, mas o tribunal de justiça negou e manteve a determinação de Luiz Felipe Cenever. A gerente da unidade, Bárbara Santos de Souza, reconhece a precariedade e diz que os detentos ficaram ansiosos com a decisão. “Eles pensaram que seriam transferidos. Realmente, aqui não cabe mais ninguém”, destaca a gerente. O corregedor aguarda o pronunciamento do Estado para resolver essa situação.

O Estado, através da Secretaria de Justiça e Cidadania, afirma que vai respeitar a decisão da justiça e ainda este ano as obras do novo presidio devem iniciar. A unidade vai abrir 300 novas vagas. Por enquanto, os detentos encaminhados para a penitenciária serão reencaminhados para outras unidades da região.

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