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Presos golpistas

Presos golpistas que enganaram empresários de Criciúma

Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Mesmo após um mês de investigações e três pessoas presas pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Florianópolis, através do Grupo de Diligências Especiais (GDE), ainda aparecem empresas vítimas do grupo de três estelionatários que estavam aplicando golpes no Brasil inteiro, inclusive em seis cidades de Santa Catarina – entre elas Criciúma.

Um advogado, de 47 anos, ligava para empresas e afirmava ter contatos e parentes dentro do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para fazer com que o prazo de entrega do dinheiro de empréstimos diminuísse. “O dinheiro é entregue, geralmente, em um prazo de seis meses. Ele dizia que conseguia fazer esse prazo diminuir para cerca de um ou dois meses apenas”, explica o escrivão do GDE da Deic, Procópio Pires Junior.

De acordo com Junior, o golpista fazia protocolos falsos para apresentar aos empresários e o dinheiro não saía. “Ele afirmava que precisava de uma entrada, e então os empresários entregavam para ele R$ 10 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil. Teve empresários que entregou um milhão de reais”, ressalta Junior.

Esse golpe era aplicado pelo homem junto com uma mulher – também advogada -, de 57 anos e outro homem de 42 anos (que dizia ser o advogado do grupo, mas cursou apenas três fases de Direito). Os três faziam ligações pedindo sempre mais dinheiro, e como as vítimas já tinham gasto certa quantia, preferiam pagar mais a perder o que já havia sido entregue.

“As atividades ilícitas foram descobertas em Tangará, Santa Catarina, quando um empresário percebeu o golpe e ameaçou o estelionatário. O golpista ligou para o 190 e disse estar em cárcere privado. O delegado de Tangará, ao chegar ao local, percebeu que a coisa era maior do que parecia e encaminhou o caso à Deic”, pontuou o escrivão.

De acordo com Junior, a operação foi nomeada de Rei Sol, em homenagem ao rei Luiz XV, já que o golpista era o líder do grupo e fazia de tudo para aparecer. “Ele alugava jatinhos e helicópteros para chegar às empresas e dizer que era tudo dele. Com isso, as vítimas acreditavam que as coisas realmente davam certo”, comenta o escrivão.

O golpe foi aplicado em seis cidades de Santa Catarina, entre elas Joinville, Tangará, Criciúma e Rio do Sul. São sete vítimas em todo o Estado, mas o escrivão não soube precisar quantas são criciumenses. “As denúncias não param de aparecer. Existem advogados de Roraima vindo para cá protocolar denúncias sobre o caso. Esse golpe já dura cerca de 15 anos, e ainda vamos investigar por saber que é uma coisa muito maior do que parece”, ressalta Junior.

Segundo o escrivão, o fato de os empresários terem cedido dinheiro não é ilícito, mas também não é ético. “O BNDES não teve prejuízos, porque os empréstimos não chegavam a ser realizados. O empresário pode fazer o que quiser com o dinheiro de sua empresa, mas de qualquer forma o dinheiro sairia no prazo dado pelo banco”, explica.

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