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Orleans

Professor é indiciado pela Polícia Civil suspeito de assediar alunas

Crimes teriam acontecido entre os anos de 2012 e 2021

Por Lucas Renan Domingos -

3 min de leitura

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Professor é indiciado pela Polícia Civil suspeito de assediar alunas
Foto: Divulgação

Uma investigação da Polícia Civil de Orleans terminou com um professor da rede estadual de ensino indiciado pelo crime de assédio sexual. Segundo os relatos e provas colhidos no inquérito, ele teria assediado pelo menos cinco alunas, todas adolescentes, durante demonstrações de exercícios nas aulas.

O crime começou a ser apurado em março de 2021 depois que duas mães de alunas procuraram a Polícia Civil e realizaram a denúncia. O delegado Ulisses Gabriel, que era o responsável pela delegacia de Orleans, pediu o afastamento do professor, que foi deferido pelo Poder Judiciário.

Ao longo das diligências, outras alunas e ex-alunas também efetuaram denúncias contra o professor. O processo foi assumido pelo delegado Fernando Guzzi, que afirmou ter provas concretas de que o suspeito teria cometido os assédios entre os anos de 2012 e 2021. O mesmo professor já havia sido investigado por crime semelhante no ano de 2013, também em Orleans. À época, não havia provas suficientes para que respondesse criminalmente pelos fatos.

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“Desta vez foi possível colher provas para o indiciamento do suspeito, principalmente pela coragem das vítimas e apoio dos familiares ao procurarem a polícia e prestarem o depoimento”, ressaltou o delegado Guzzi. O professor segue afastado das atividades. Ao final da investigação, a Polícia Civil sugeriu que ele assim permaneça até decisão definitiva no processo criminal que deve se iniciar após análise do inquérito pelo Ministério Público.

O crime de assédio sexual ocorre quando o autor constrange alguém com o intuito de obter vantagem sexual, prevalecendo-se de condição hierárquica superior. No caso, foram observadas diversas condutas do professor contra as alunas, como toques e abraços não condizentes com a função do magistério e com as atividades físicas ensinadas, sempre contra a vontade das adolescentes.

O delito tem a sua pena aumentada quando a vítima é menor. Se condenado, a pena deve variar de seis anos e meio a 13 anos de prisão. Ainda como efeito da condenação, deve ser decretada a perda da função pública (demissão) pelo Juízo Criminal, sem prejuízo de eventual demissão também pela Administração Pública.

Outra servidora, da direção, também foi investigada. O objetivo era descobrir se ela se omitiu quando recebeu denúncias contra o professor. O delegado concluiu que a servidora não agiu dolosamente, ou seja, com intenção de beneficiar o subordinado, não praticando crime.

* Em um primeiro momento, a Polícia Civil divulgou que o professor fazia parte da rede municipal de ensino. Mais tarde, o delegado Fernando Guzzi corrigiu a informação, confirmando que o professor atuava na rede estadual de ensino. A correção também foi feita nesta matéria.

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