Projeto reinsere presos no mercado de trabalho
A assinatura do acordo para reinserir presos do regime semiaberto no mercado de trabalho foi realizado nessa segunda-feira, em Tubarão. Presos neste regime têm um dia reduzido na pena a cada três dias trabalhados. O termo de cooperação foi firmado entre o Sistema Nacional de Emprego (Sine), que idealizou o projeto, o Presídio Masculino e a Associação Empresarial (ACIT) de Tubarão.
Ao Sine cabe intermediar a mão de obra, à Associação sensibilizar os empresários para a contratação e ao Presídio avaliar quem tem condições de ser encaminhado para a vaga. O Sine de Tubarão é um dos 21 postos de execução direta do Estado e está ligado à Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST). O objetivo do projeto foi de suprir a falta de mão de obra nos segmentos da construção civil e moveleiro e atender ao pedido dos familiares, que buscaram o posto de atendimento com o intuito de conseguir trabalho para os presos neste regime.
O responsável pelo Sine de Tubarão, Mário Cesar de Carvalho, informou que cerca de 120 presos devem ser atendidos pelo projeto. “Temos mais de 30 empresas cadastradas que já estão empregando os apenados do semiaberto”, destacou.
Uma destas empresas é gerenciada por Claudio Nunes. A empresa para a qual ele trabalha está contratando 10 presos do regime semiaberto. A empresa de coleta de lixo e limpeza precisa de sete coletores de lixo e três garis. “É preciso dar oportunidade para que as pessoas voltem ao convívio social. Já tivemos funcionário deste regime no ano passado e ele mostrou-se interessado e serviu de exemplo aos demais colegas”, destacou.
O Secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), João José Cândido da Silva, ressaltou que projetos como este contribuem para evitar que os presos voltem a cometer crimes. “A reaproximação do preso com o mercado de trabalho é importante para evitar que isso ocorra”, reforçou.
Para o empregador há uma série de vantagens, dentre as quais a de não precisar assinar a carteira de trabalho e nem recolher os encargos trabalhistas. “Os presos normalmente tem rejeição ao tentar voltar ao mercado de trabalho e o projeto visa reintegrá-lo ao mercado de trabalho”, reforçou o diretor de trabalho, emprego e renda da SST, Edilson dos Santos Godinho. Ele explicou que o projeto prevê também que assim que o preso termine de cumprir a pena, o trabalhador possa ser efetivado no cargo se for considerado um bom funcionário.
Colaboração: Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação








