Protesto é realizado em frente à residência de vereador em Criciúma
Siserp e servidores públicos planejam outras mobilizações
Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br
Atualizada 3 min de leitura

Membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp) e demais representantes da categoria realizaram um protesto, na noite desta quarta-feira, dia 20, em frente ao prédio onde reside o vereador Nícola Martins, no Centro da Cidade.
Segundo a presidente do Siserp Jucélia Vargas, após 30 anos, pela primeira vez não existe um diálogo com o Governo Municipal durante negociações. Na semana passada projetos enviados pelo Poder Executivo foram aprovados na Câmara de Vereadores, sob protesto do Siserp, que solicitava a retirada das pautas da sessão ordinária. Diante da situação o grupo planejou ir até a residência de parlamentares que votaram a favor do projeto com o intuito de "dar um recado".
"Iniciamos por ele, porque ele é o líder de governo. Ele era o vereador responsável por retirar o projeto que prejudicou os servidores, por isso iniciamos aqui na casa do vereador. E as pessoas podem perguntar, mas por que aqui? Porque é na casa das pessoas que o vereador pede voto", afirmou a presidente, que finalizou com uma mensagem ao parlamentar: "Dizer para ele que comece a trabalhar em prol dos servidores e não somente cumprir as ordens do prefeito Clésio Salvaro", pontuou.
O descontentamento da categoria, de acordo com a presidente do Sindicato, se dá principalmente por conta do período de três anos sem recomposição da inflação. Durante o protesto foram acesas velas, representando o luto, e o grupo utilizou uma caixa de som para proferir os discursos.
A reportagem conseguiu contato com o vereador Nícola Martins às 21h31. Ele informou que estava com o celular desligado desde às 18 horas, pois estava dando aula na Unesc, onde é professor de Administração Pública. "Vi só agora, mas se estivesse lá receberia eles tranquilamente, poderiam ter avisado", disse. Sobre a afirmação feita pela presidente do sindicato, o vereador se defendeu dizendo que "enquanto estão na rua e não afetando o trânsito e a sociedade, eles tem todo o direto de manifestação, assim como espero ter respeitado o meu direto à privacidade, propriedade privada e voto", afirmou.
Protesto não agradou moradores
Durante o protesto, alguns moradores do prédio onde o vereador reside foram até os protestantes e solicitaram que fosse desligada a caixa de som. Além disso, questionaram sobre a utilização das velas que estavam sobre a calçada em frente ao prédio.

"Acho que o que mais incomoda neste momento é a perturbação. Nós somos 60 moradores no prédio e isso não dá o direito de que as pessoas venham para frente do nosso condomínio, na porta do nosso condomínio, fazer qualquer tipo de manifestação. Ainda que a calçada seja pública, acho que o respeito deve prevalecer, independente do que eles estão reinvindicando, eles têm locais públicos e adequados para isso. Não somos contra a manifestação. Somos contra vir fazer isso na porta do nosso condomínio", afirmou a síndica do prédio Gislaine Leopoldo Demboski








