Quando a tradição fala mais alto
Começa hoje e segue até domingo a 13ª Festa Ritorno Alle Origini, em Urussanga
Por Redação Engeplus - jornalismo@engeplus.com.br
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Polenta, massa, galinha ensopada, fortaia, queijo, salame e outras iguarias, olimpíadas coloniais, vinho, música e muita tradição italiana também no falar estarão mais evidentes do que nunca em Urussanga a partir de hoje, quando começa a 13ª Festa Ritorno Alle Origini. A cidade está no clima da festa desde o início do mês de maio, quando ocorreram eventos como a jornada fotográfica e a exposição de veículos antigos acompanhados com muita comida na praça Anita Garibaldi. Assim estará a cidade até domingo, pois ainda haverá concurso musical com canções exclusivamente italianas e outras tradições e atrações.
Este ano, a preparação da festa teve a participação de alunos da rede municipal num concurso internacional de textos que narram a história da migração italiana pelo mundo. Três escolas da rede municipal de Urussanga, que ensina a língua italiana aos alunos do Ensino Fundamental, inscreveram os estudantes para contar, em narrativa ou poesia, a trajetória dos ancestrais italianos quando chegaram às Américas.
“Quando soubemos do concurso e que nossos alunos poderiam participar, fizemos contato com os responsáveis na Itália, cidade de Longarone, pedindo todas as informações”, disse a professora de italiano do município, Jussara Massucchetti, que precisou correr contra o tempo junto com os alunos para desenvolver os trabalhos.
Foram 37 trabalhos participantes desenvolvidos nas escolas Lydio De Brida, Escola Municipal Rio Caeté e Escola Municipal Vereador Rosalino De Nez, e destes, 18 selecionados para enviar à Itália. Os textos foram traduzidos para a língua italiana com o apoio da Diretoria de Cultura e Turismo.
Aos dez anos de idade, Anthony Vinícius Baesso foi um dos participantes do concurso de textos escritos em italiano intitulado Angelo Fain Binda. Para ele, resgatar a história dos ancestrais foi muito importante. “Eu queria conhecer Pádua, na Itália, lugar de onde vieram os meus antepassados”, ressaltou o estudante. Anthony narrou a história, contada pelos nonos, de uma mulher que havia falecido no navio de imigrantes ao dar luz a uma menina. Segundo ele, “o corpo da mulher ficou boiando acompanhando o navio que chegava à América, mas o bebê sobreviveu”.
A diretora adjunta da escola Escola Lydio De Brida, Soraia Mandelli Bortolotto, acredita que, “independentemente de prêmio, este concurso serviu para aproximar os alunos das famílias em casa, pois a pesquisa não foi feita com o uso da internet, mas por meio da história falada”.
Os trabalhos estão expostos nas escolas participantes e, para o próximo ano, a perspectiva é de aumentar o número de estudantes no concurso.
Anexada está a programação da festa.







