Quem ganha e quem perde no leilão da Carbonífera Criciúma
Direitos Minerários são considerados a cereja do bolo no leilão
Por Joice Quadros - economiaemercado@engeplus.com.br
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Direitos Minerários, considerado por alguns investidores como a “cereja do bolo”, maquinários e imóveis em Criciúma, Forquilhinha e Treviso. Depois de longos anos de espera para receberem seus salários e verbas rescisórias, já não brilha mais nos olhos dos mineiros que trabalhavam na Carbonífera Criciúma a notícia de grandes ganhos com os anunciados leilões de maquinários, imóveis e Direitos Minerários que começam esta semana. “A gente vai ver alguma coisinha”, é a expressão mais usada pelos que ainda estão vivos e conseguiram um novo emprego, depois que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, em 14 de maio de 2015, na Comarca de Eldorado do Sul (RS).
Ocorre que Leilão não é dinheiro vivo. É uma expectativa. Não se pode afirmar o que vai ser arrecadado. Ao ser leiloado, um bem tanto pode ser vendido pelo seu valor de avaliação, como por bem menos, ou bem mais, dependendo do interesse do mercado. Mas, enfim, chegaram as datas dos leilões, depois de um longo e incansável trabalho coordenado pelo Administrador Judicial, Maurício Colle de Figueiredo.
Os leilões serão realizados pelo Leiloeiro Público Oficial Daniel Elias Garcia, em Criciúma (SC), e iniciam no dia 02 de junho, podendo serem acompanhados de forma presencial ou virtual, mas dificilmente encerram e tem resultado neste mesmo dia. Para entendermos um pouco melhor esta dinâmica, Daniel Garcia nos explica: no dia 02 de junho, às 09:00, por exemplo, acontecerá o 1º. Leilão de Bens Móveis – Maquinários, com lance inicial de R$ 4.540.183,83, que é o “valor de avaliação”. Caso não haja comprador, já está marcado um 2º. Leilão dos mesmos bens para dia 06 de junho, mas com 50% do valor de avaliação, ou seja, R$ 2.270.091,91. Caso ainda não apareça comprador, então o mesmo lote vai ao 3º. Leilão, dia 07 de junho, com um lance inicial de R$ 800.000,00. Já os pagamentos, podem ser à vista até 24 horas após a realização do leilão, ou com uma entrada mínima de 25% e o saldo em até 24 parcelas.
Na mesma dinâmica, dias 02, 06, e 07 de junho, no horário das 09:15, ocorrem o leilão de Bens Imóveis – Terrenos em Lauro Müller, com valor de avaliação do lote de R$ 1.579.000,00 e prazo de pagamento à vista em até 24 horas após o leilão, ou 25% de entrada e o saldo em 30 parcelas. Outro lote, com terrenos em Criciúma e Forquilhinha, com valor de avaliação de R$4.104.000,00 serão leiloados dias 19, 20 e 26 de junho, às 09:30.
Já o lote dos Direitos Minerários – lavra para carvão, concessão de lavra para carvão, lavra para cascalho e depósito de rejeito de carbono, com valor de avaliação de R$ 8.470.628,88, terá seu primeiro leilão dia 19 de junho, às 09:00, seguindo as datas do segundo leilão dia 20 de junho, com 50% do valor da avaliação, e o terceiro dia 26 de junho, com proposta mínima não inferior a 10% do valor da avaliação. Neste lote, com a opção de pagamento à vista até 24 horas da realização do leilão ou 10% de entrada e saldo em 72 parcelas. Todos este valores serão acrescidos de 5% referente a comissão do leiloeiro.
Agora, é esperar pelo interesse dos compradores.
Joice Quadros
Bacharel em Jornalismo pela UFRGS (1971). Colunista de Economia, Mercado e Política. Pesquisadora de temas da História e Biografias. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras e Membro da Diretoria da Associação de Jornalistas Escritoras do Brasil/Santa Catarina. Nasceu em Santo Ângelo/RS em 1947.





