Rios elevados e móveis erguidos: moradores aflitos com as fortes chuvas em Criciúma
Cidade registrou volume de mais de 100 milímetros em um intervalo de 24 horas

O clarear do sabado, dia 7, evidenciou os primeiros reflexos causados pelas chuvas em Criciúma. Confirmando as previsões da meteorologia, nuvens carregadas trouxeram índices elevados de água para a cidade desde a tarde dessa sexta-feira, dia 6. Conforme dados do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) em um intervalo de 24 horas, municípios da Região Carbonífera, entre eles Criciúma, registraram mais de 100 milímetros de chuva.
Moradores que moram às beiras de rios acordaram cedo para monitorar a elevação da água. A preocupação maior é com a possibilidade de alagamentos.
No bairro Imperatriz, o aposentado Jaime Santiago mora em frente a um rio que corta a comunidade. Ele e a esposa estão aflitos.
“Há 13 anos alagou aqui. Perdi tudo. A gente andava com água no umbigo. Agora estamos de novo com este medo. Esperamos que não aconteça nada. Eu moro sozinho com a minha esposa e não consigo nem levantar os móveis”, disse.
Móveis para cima
Outros rios também estão próximos de alcançarem o nível de vazão. Há situações assim nos bairros Universitário, Vila Francesa e Santa Augusta.
No bairro Sangão os moradores começaram ações de prevenção. A principal delas foi erguer os móveis para tentar minimizar os danos em caso de enchente.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estiverem no bairro na manhã deste sábado. As equipes fizeram trabalhos paliativos, como a retirada de troncos de dentro do rio Sangão. A meteorologia aponta para chances do rio sair da calha.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, as chuvas na região devem permanecer até o período da tarde.










