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Santa Catarina

Secretário de Estado da Saúde alerta para impacto do feriado de carnaval sobre atividade escolar

André Motta Ribeiro pediu conscientização para a população neste período de pandemia

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Secretário de Estado da Saúde alerta para impacto do feriado de carnaval sobre atividade escolar
Foto: Julio Cavalheiro/Secom

O secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, manifestou preocupação com o feriado de carnaval, programado para o dia 16 de fevereiro, dois dias antes do início do ano letivo da rede estadual de ensino. Em entrevista ao programa João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, ele pediu conscientização aos catarinenses e também tratou sobre a distribuição de novas doses das vacinas CoronaVac e AstraZeneca.

De acordo com a programação da Secretaria de Estado da Educação (SED), os estudantes da rede estadual de ensino começarão as atividades do ano letivo em 18 de fevereiro. No caso dos professores, a retomada acontece com a semana pedagógica, entre 3 e 12 de fevereiro.

O secretário de Saúde alerta que o impacto do carnaval afetará diretamente a volta às aulas, por isso a necessidade de cooperação da população para que não haja a disseminação acelerada da Covid-19. “Eu preciso alertar que o carnaval deste ano, conforme todos nós nos comportamos, vai ter impacto sim, inclusive na volta às aulas. Faço aqui um apelo para que as pessoas entendam que este ano é atípico e o carnaval não pode ser como o carnaval dos anos anteriores. Precisamos nos cuidar. Se aumentar a velocidade de contaminação de novo, teremos provavelmente impacto também na atividade escolar”, declarou.

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No planejamento da SED, o ano letivo vai contar com aulas presenciais e remotas, ou seja, divididas nos grupos chamados “Tempo Escola” e o “Tempo Casa”. O “Tempo Escola” consiste no atendimento presencial na unidade escolar, com turmas subdivididas em grupos. Já as atividades pedagógicas que compõem o “Tempo Casa” podem ser realizadas com ou sem a mediação, por tecnologias digitais. Haverá orientação para que as escolas criem dinâmicas para que estudantes sem acesso possam, sempre que possível, integrar-se às atividades em espaços disponibilizados na escola.

“Houve uma discussão ampla, milhares de pessoas se envolveram, tanto da área da educação, saúde e Defesa Civil discutindo com entidades representativas do meio escolar. Desde maio estamos discutindo os protocolos das escolas, isso foi aprovado. Desde setembro ou outubro temos isso muito claro. Os protocolos precisam ser cumpridos e imaginamos um retorno às aulas de forma segura por conta de tudo que já foi discutido e construído”, argumentou o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

Imunização


Já começou a distribuição da vacina Oxford-AstraZeneca para os municípios de SC. (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)

Também ao programa João Paulo Messer, o secretário revelou que nesta quarta-feira, dia 27, participará de uma nova reunião em Brasília para tratar sobre aquisição de mais doses da vacina AstraZeneca, um novo lote a ser distribuído em março.

“Recebemos dois quantitativos da CoronaVac, foram 144 mil vacinas, ontem mais 22 mil. E no domingo recebemos da AstraZeneca em torno de 47 a 48 mil doses de vacina. Nos próximos dias deveremos receber mais um quantitativo, ainda insuficiente, mas bastante interessante e que tem impacto para a vacinação da primeira fase”, explicou.

Além do mais, a Secretaria de Estado da Saúde garante que há um rígido protocolo e controle das doses aplicadas, uma vez que as pessoas imunizadas receberão nos próximos dias a segunda aplicação. “É um controle muito sério que estamos fazendo e tenho certeza que todas as vacinas disponíveis podem e devem ser utilizadas”, disse.

A estimativa, assim como acontece em outras frentes de vacinações, é de vacinar um quantitativo acima de 90% da população para gerar imunidade. Nos próximos dias, o secretário garante que o Estado receberá do Butantan mais um quantitativo da CoronaVac, lote já autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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