Secretário de Segurança Pública descarta necessidade da Força Nacional em SC
Em entrevista coletiva, César Augusto Grubba afirmou que o Estado tem o controle da situação
César Augusto Grubba, secretário de Estado de Segurança Pública de Santa Catarina, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que, neste momento, não existe a necessidade da vinda da Força Nacional de Segurança Pública para as cidades catarinenses para ajudar a combater as ações criminosas que vêm acontecendo nos últimos dias. “Não é má vontade do governo do Estado em aceitar qualquer tipo de ajuda, mas neste momento não há necessidade. Temos controle da situação e a tendência é que essas ações recuem nos próximos dias”, afirmou Grubba.
A Secretaria de Segurança Pública (SPP) contabilizou, até essa quinta-feira, 28 prisões desde o início das ações criminosas (no dia 30 de janeiro). 20 das prisões aconteceram em flagrante. “Todas os suspeitos continuam detidos”, informou o Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel PM Nazareno Marcineiro. Destas, oito são adolescentes entre 13 e 17 anos. As ocorrências atingiram 24 cidades.
Marcineiro, que já foi instrutor da Força Nacional, explicou que a vinda dos policiais não contribuiria de forma tão decisiva para a resolução do problema. Segundo ele, a Força Nacional conta atualmente com 1280 homens. Na eventualidade de Santa Catarina receber 200 homens, este efetivo seria dividido em oito cidades, sendo 25 policiais para cada município.
Isso representaria um total de três viaturas por cidade, pois os policiais da Força Nacional trabalham 12 horas e folgam 12 horas nos cinco primeiros dias por conta do patrulhamento intenso. Nos dias seguintes, a escola muda de 12 horas de trabalho para 36 horas de folga - o que reduziria ainda mais o efetivo.
O comandante acredita que a ajuda externa poderia desmotivar os policiais catarinenses que estão envolvidos nas ações. “Quando o trabalho diário deles - que sempre colocou Santa Catarina no topo dos indicadores de segurança do país - é desacreditado ao se chamar ajuda externa, o empenho e engajamento, que faz a diferença neste combate, cai muito", ressaltou.
Com informações da Secretaria de Estado de Comunicação.






