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Saúde

Sem cura, Alzheimer é uma das doenças mentais mais comuns na terceira idade

Número de pessoas com a doença no mundo deve chegar a 75 milhões em 2030

Por Redação - jornalismo@engeplus.com.br

3 min de leitura

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O Alzheimer é um dos tipos de demência caracterizada pela perda gradual e progressiva da memória, com comprometimento de uma ou mais funções cognitivas, como a atenção e capacidade de raciocínio, obrigatoriamente acompanhada da perda de funcionalidades como manuseio de dinheiro, medicamentos e cuidados com a própria higiene. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos. A Associação Internacional de Alzheimer (ADI) estima que o número de pessoas portadoras da doença, em nível mundial, deve atingir 75 milhões em 2030 e 132 milhões em 2050.

Segundo o Dr. Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, o Alzheimer é mais comum a partir dos 65 anos e a prevalência chega a 50% para pessoas com mais de 85 anos. “No começo, a doença se manifesta de maneira silenciosa, sem gravidade, e não há tratamento específico que retarde a sua evolução. Sem cura, os atuais medicamentos direcionados são pouco eficazes e, via de regra, não trazem mudança mesmo nas fases iniciais da doença”, explica.

Sintomas

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Os principais sintomas são: declínio da memória, redução na capacidade de raciocínio, atenção e julgamento, desorientação no tempo e espaço, dificuldade para realizar atividades habituais como trocar de roupa, cuidar da higiene pessoal ou cozinhar. Da fase moderada em diante, ocorrem fatos como não reconhecer familiares, delírios, alucinações, agressividade, agitação e sundowning (confusão mental no fim da tarde).

Leve, moderado ou grave

De acordo com o neurologista do Hospital São Camilo, o Alzheimer possui três estágios:

Leve: compromete a vida social e profissional, mas é possível manter a independência em questões como higiene pessoal e discernimento.

Moderado: há um impacto na memória recente, na orientação e no julgamento. O isolamento e a apatia já são observados e fica evidente a necessidade de auxílio para dirigir, tomar medicamentos, planejar refeições etc. Nesta fase, é comum o doente perder-se na rua, ser tomado por agitação e alucinação.

Grave/avançada: estão comprometidas atividades diárias como se alimentar, vestir, realizar higiene pessoal, sendo necessário o acompanhamento constante. Ao longo do tempo, pode apresentar rigidez muscular, deformidades posturais e disfagia (incapacidade para deglutição espontânea). Já na última fase da doença, a pessoa não é mais capaz de andar.

Causas

A causa ainda não está plenamente estabelecida. Porém, vale considerar os fatores genéticos e o mau funcionamento dos neurônios, ocasionado pelo acúmulo anormal de um fragmento proteico chamado Beta-amiloide e pela quebra anormal de uma das proteínas presentes nas membranas dos neurônios, a proteína precursora Amiloide. Além disso, os estudos mostram que fatores de risco sociais, como baixa escolaridade, as doenças crônicas como hipertensão e diabetes, o estresse e a má alimentação estariam diretamente ligados ao desenvolvimento do Alzheimer.

Grupos de risco

Segundo o especialista, estudos indicam que o maior risco de desenvolver a doença provém do histórico familiar, ser portador de acidente vascular encefálico (AVE/AVC), hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol e triglicérides elevados, obesidade e sedentarismo.

Prevenção

O médico explica que não há uma prevenção para o Alzheimer, porém existem medidas de redução de risco como a dieta equilibrada, evitar tabagismo e alcoolismo, fazer atividades físicas e de estimulação cognitiva como estudar idiomas e tocar instrumentos musicais, privilegiar a leitura, manter vida social, evitar o estresse físico e emocional.

O ideal é procurar ajuda com especialista sempre que houver alguma dúvida sobre questões de memória, em qualquer idade. “O diagnóstico precoce permite que as pessoas possam se planejar, especialmente o portador e a sua família, que precisam entender o processo que virá”, finaliza o neurologista do Hospital São Camilo.

Colaboração: Wanessa Miranda

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