Senador catarinense nega acusação de favorecimento a sindicatos
É o segundo golpe que o PSDB catarinense sofre em menos de um mês

O PSDB de Santa Catarina teve mais um baque hoje quando foram surpreendidos logo no início da manhã por ação desencadeada pela Polícia Federal, autorizada pela Justiça e solicitada pela Procuradoria Geral da República, para investigar organização criminosa suspeita de fraudes na concessão de registros de sindicatos junto ao Ministério do Trabalho. O senador tucano catarinense Dalírio Beber é um dos investigados por suspeita de integrar um suposto “núcleo político”. O grupo atuaria alterando a ordem cronológica dos requerimentos que chegam ao Ministério para abertura de sindicatos e, em troca, receberia recursos financeiros.
Às vésperas da eleição e da definição por coligações e candidaturas, é o segundo forte golpe que o PSDB catarinense recebe. O primeiro foi o inquérito aberto contra o senador Paulo Bauer por suposto recebimento ilegal de mais de R$ 11 milhões para a campanha ao Governo do Estado, em 2014. Bauer também ressalta ser inocente e que provará na Justiça que não cometeu qualquer ilegalidade.
Beber emitiu nota oficial no início da tarde negando as acusações e dizendo-se tranquilo em relação às investigações. Confira a nota oficial na íntegra:
Em relação a ter meu nome citado na operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira, 30, esclareço aos catarinenses e brasileiros, que estou absolutamente tranquilo e ciente da minha inocência, por não ter cometido nenhum ato ilícito.
Não há nenhuma ação minha, que possa ter sido instrumento de loteamento de cargos estratégicos no Ministério do Trabalho, muito menos, fraude na concessão de registros de sindicatos junto a qualquer órgão federal.
Espero que rapidamente a verdade seja restabelecida.
Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça.
Dalirio Beber - Senador da República.





