Silo de arroz onde jovem morreu é interditado em Araranguá
Seis silos de arroz foram interditados pelo Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) em uma empresa de Araranguá. Em um destes silos, um jovem de 17 anos morreu asfixiado após cair e ser coberto por toneladas de arroz, no dia 28 de agosto.
Após o acidente, equipes do Cerest foram até o local e verificaram que não existiam as condições de segurança necessárias para o funcionamento. Por ser um espaço confinado, existe uma série de procedimentos e equipamentos obrigatórios para que trabalhadores exerçam sua função.
De acordo com Sheila Fernanda Madeira, coordenadora do Cerest, o local ficará interditado sem prazo determinado, até que todos os funcionários tenham passado por um treinamento específico para trabalhar nestes espaços.
"A empresa deve contratar alguém que tenha competência para dar o treinamento, ou encaminhar os funcionários para alguma empresa que tenha este treinamento", explica Sheila. Segundo a coordenadora, nenhum funcionário da empresa havia passado por esse procedimento.
O jovem trabalhou na empresa por cerca de um mês antes da fatalidade. Ele caiu no silo por volta das 9 horas, mas por conta da complexidade do resgate, seu corpo foi recuperado apenas às 13 horas. O silo armazena uma quantidade de arroz equivalente a cerca de 35 mil sacos.







