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Skatistas nos

Skatistas nos terminais deixam usuários apreensivos

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Skatistas nos terminais deixam usuários apreensivos
Foto: Foto: Reprodução da Internt

Cresce a insegurança nos terminais de ônibus em Criciúma. O aumento no número de ocorrências e a falta de contingente para atuar dentro destes locais estão deixando os usuários do transporte coletivo do município apreensivos. Outro fato que chama atenção por quem passa pelos terminais, são os adolescentes que andam de skate sobre as plataformas. Conforme a esposa de um funcionário do Terminal Central, que prefere não se identificar, muitas vezes, os jovens não obedecem a repreensão de quem trabalha no local, que avisam da proibição que é andar de skate na extensão dos terminais.

"Às vezes a população comenta do mal serviço prestado pelos profissionais, mas o que muitos não sabem é que os jovens não respeitam ninguém. Meu marido, por exemplo, chega em casa muito nervoso por causa destas questões", declara. De acordo com o comandante da Guarda Municipal de Criciúma, Adriano da Silva, os guardas orientam os jovens que andam de skate dentro das dependências do terminal. "Eles podem entrar com o skate debaixo do braço, mas não circular dentro do local com o skate", esclarece Silva.

Segundo o comandante, a grande maioria dos jovens abordados não respeitam as ordens dos Guardas. "Quando isso acontece o skate é apreendido na Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes de Criciúma (ASTC) e ele só pode ser retirado através de um responsável, isso é muito bom porque estreitamos o laço com a família e explicamos porque aconteceu a apreensão", explica. Já o jovem se for menor é encaminhado a delegacia de Proteção a Mulher Infância e Adolescência, na qual será realizado um Termo Circunstanciado. "A partir disto, o delegado vai fazer os procedimentos cabíveis", destaca.

De acordo com Silva, muitos destes jovens estão em grupos e tem envolvimento com drogas. Segundo o comandante, a Guarda Municipal está encima destes grupos para minimizar a insegurança que vem crescendo nos terminais, nos últimos tempos. "Percebemos este crescimento e estamos tentando combater este tipo de situação, mas temos um efetivo muito pequeno, além de não termos um material adequado para o serviço diário. Por exemplo, o guarda não anda armado, nem com colete e muitas vezes precisa usar a força física", comenta.

Atualmente a Guarda conta com 43 profissionais, divididos em turno, são 15 profissionais por dia. Eles atuam nos terminais, nas praças, no trânsito e em outros locais. "Para Criciúma é um número muito pequeno. Muitos acabam nos criticando, mas é complicado. Estamos esperando junto com o poder público serem chamados mais 50 profissionais para trabalhar", pontua.

A esposa do funcionário do terminal, que prefere não ser identificada, faz um alerta, segundo ela, a maioria das mães não sabem do comportamento do filho na rua. Para Adriano a cidade não consegue mais viver sem os Guardas Municipais. "Mesmo criado há pouco tempo, cerca de dois anos, é a Guarda que faz a segurança de muitos locais dos municípios", conclui.



Skatistas nos terminais deixam usuários apreensivos — foto 1
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