'Temos a ideia de montar um grupo de gestores', confirma Alamini sobre futuro do Tigre
Modelo foi consenso em primeira reunião sobre próximos passos da gestão do Criciúma
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Iniciaram as movimentações para encaminhar o processo de transição de gestão do Criciúma Esporte Clube. Depois do anúncio da rescisão do contrato com a atua gestora do clube, a Gestão de Ativos (GA), o Conselho Deliberativo do Tigre trabalha para encontrar o sucessor de Jaime Dal Farra. O primeiro passo foi dado na tarde desta terça-feira, dia 26, em um encontro do Conselho Consultivo do Criciúma.
A reunião contou com a presença de ex-presidentes e atuais presidentes do Conselho Deliberativo e do clube. No centro da discussão estava o alinhamento de qual deverá ser o modelo de gestão após a saída de Dal Farra, ao fim da temporada de 2020. A alternativa que vem sendo encaminhada é para que haja uma administração compartilhada, envolvendo não somente um empresário, mas um grupo de investidores.
“O modelo de gestão vai depender muito das propostas que chegarem pare o Conselho Deliberativo. Inicialmente temos essa ideia de montar um grupo de gestores. Foi um consenso na reunião. Se no meio do caminho alguém desejar assumir o clube e apresentar uma outra proposta que seja aprovada pelo Conselho, também estará resolvido”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini.
Na última semana, Dal Farra convocou uma coletiva onde afirmou que estaria disposto a colaborar com a transição, mas deseja permanecer como presidente do clube até o fim da temporada. Dal Farra também reconheceu que teve dificuldades agregar novos investidores no clube durante a sua gestão. Mas, para Alamini, a relação do atual presidente com o futuro ou futuros investidores não deve atrapalhar a transição.
“Temos que separar as coisas. O Criciúma ainda precisa obedecer ao contrato com a GA, que vai ser até o fim da temporada. Até lá o Jaime segue presidente. Neste período, se aparecer um novo gestor, o Jaime está disposto a trabalhar junto. Se for um grupo de investidores, iremos trabalhar em paralelo para adequar a melhor maneira possível de alinhamento”, salientou o presidente do Conselho Deliberativo.
Para alguns membros do Conselho Consultivo, a atual situação do Criciúma aliada ao momento da pandemia do novo coronavírus, não deve impedir o surgimento de novos investidores no clube.
“A tendência natural é que essa transição se arraste um pouco, mas não vimos nada como terra arrasada. O Criciúma vai ter alguns empresários, fazendo um regime que talvez seja o mesmo, presidencialista, mas tendo alguns participantes com cota. Criciúma é uma cidade que tem DNA do futebol. E eu não vejo grandes dificuldades, apesar de estar na Série C. A administração do Jaime, em termos de resultados no futebol, foi ruim. Porém não ao ponto de fazer o Criciúma sucumbir, porque o clube vai ficar sem débitos. A formação de um novo plantel se dificulta, mas ao mesmo tempo o Criciúma não vai precisar ficar com a barca furada com jogadores que não deseja”, analisou Milton Carvalho, ex-presidente do Criciúma e membro do Conselho Consultivo.
Segundo Alamini, o Conselho Deliberativo aguarda por propostas de interessados em assumir o Criciúma, mas ao mesmo tempo tem se movimentado para encontrar investidores. “Vamos fazer outras reuniões. Essa é a intenção. Todos nós criciumenses temos a obrigação de buscar empresários para ajudar a facilitar o ingresso dessas pessoas no ingresso do Criciúma. Temos que realmente estimular as pessoas comandarem”, completou.





