Tencati vê Criciúma irregular contra o Carlos Renaux e critica federação por acúmulo de jogos
Para o técnico, momento do adversário e mudanças na equipe do Tigre justificam o empate
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O empate sem gols diante do Carlos Renaux na noite desta terça-feira, dia 12, não foi visto pelo técnico do Criciúma como um resultado totalmente negativo. Ao avaliar a partida, Cláudio Tencati apontou as dificuldades que o Tigre precisou enfrentar para a partida, mas fez também valorizou o bom momento do adversário.
“Eu não vejo abaixo do esperado [a atuação do Criciúma]. Temos que valorizar o Carlos Renaux. É o adversário que mais cresceu na competição neste momento. Nós deixamos a desejar? Deixamos. Mas não podemos dizer que foi uma tragédia. Tivemos irregularidades e elas precisam ser corrigidas”, pontuou.
Para conseguir definir o time que iria a campo, Tencati precisou promover mudanças, já que possuía desfalques. Diante da situação, o técnico promoveu a entrada de Jackson e Adriano, atletas das categorias de base, e adiantou a estreia de Alexandre Tam. Para o treinador as trocas constantes no elenco se devem ao calendário apertado, o que vem atrapalhando o desempenho do grupo.
“E estamos vendo ainda vendo os problemas. O Rayan fora, o Bressan fora. Temos cinco atacantes ausentes, seja por lesão por trauma, lesão muscular ou quadro de saúde. Kadu está no departamento médico. Isso é o acúmulo de competições”, destacou.
Adriano, um dos atletas das categorias de base utilizados por Cláudio Tencati - Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

“Temos que ficar fazendo muitas mudanças. Eu preparei uma equipe ontem e tive que promover duas mudanças. Isso atrapalha demais dentro do planejamento. E ainda corremos riscos, porque o Lucas Xavier, por exemplo, nem era para jogar hoje. E se ele machuca? Eu ia ter mais um problema”, emendou o técnico.
Tencati fez duras críticas à Federação Catarinense de Futebol (FCF). Segundo ele, a entidade que gerencia o futebol estadual não estaria cumprindo com promessas feitas ao Criciúma. “Quando começou o campeonato, a federação deixou bem claro que o Criciúma iria jogar quando pudesse. E não é isso que vem acontecendo. Estão querendo empurrar tudo para cima do Criciúma. Querem terminar a competição em agosto, querendo colocar dois jogos do estadual em uma mesma semana, tendo ainda um jogo do Campeonato Brasileiro no meio”, frisou.
O treinador acredita que as baixas no time se devem ao acúmulo de jogos. “São muitas mudanças. Eu não consigo dar um padrão para uma equipe com pouco tempo de trabalho. Entramos com dois jogadores que nem vinham jogando. Todo jogo tem que mudar, mudar e mudar. Não vou ficar usando como desculpa, mas o combinado era outro [com a federação]. E agora está vindo tudo para cima de nós. A competição não tinha prazo determinado para terminar, mudaram a regra e agora está sobrando para o Criciúma”, completou.
No estadual, o Tigre aguarda da FCF definir a data e jogos das próximas partidas para saber quando voltará a disputar a competição. Pela frente, o clube carvoeiro tem o Blumenau e o Guarani de Palhoça, mas ambas as partidas estão sem datas e horários estabelecidos.





