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Urussanga

Três dos nove inquéritos da Operação Hera já foram finalizados pela Polícia Civil

Ação policial investigra crimes possívelmente ocorridos na Prefeitura de Urussanga

Por Lucas Renan Domingos -

3 min de leitura

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Três dos nove inquéritos da Operação Hera já foram finalizados pela Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil concluiu três dos nove inquéritos instaurados após as investigações que culminaram na Operação Hera, deflagrada na última segunda-feira, dia 13, em Urussanga. O objetivo foi apurar crimes de extravio ou sonegação de documento público, corrupção passiva, prevaricação, crimes ambientais e organização criminosa ocorridos no ambiente da Fundação Ambiental do Município de Urussanga (Famu) e da Secretaria de Agricultura, envolvendo agentes políticos, servidores municiais, particulares e também vereadores.

Os dois primeiros inquéritos concluídos nessa terça-feira, dia 14, dizem respeito a crimes de peculato e fraude processual e provas colhidas nas investigações da operação policial foram utilizadas. No primeiro inquérito concluído, um vereador afastado e servidor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) foi indiciado por fraude processual. Ele teria, obstruído a atuação da Justiça em inquérito policial que investigou fatos sobre o uso indevido de veículo do Samae para fins particulares.

Já no segundo inquérito concluído foram indiciadas duas pessoas no inquérito policial, ambas por peculato apropriação. Um deles, vereador afastado e servidor do Samae, por dez crimes de peculato em concurso material e outro, ex diretor do Samae, foi indiciado por 1 crime de peculato em concurso com o primeiro indiciado.

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Terceiro inquérito

Já nesta quarta-feira, dia 15, a Polícia Civil comunicou a finalização de mais um inquérito policial. No procedimento, foram indiciados por peculato culposo e fraude processual um vereador e um diretor, ambos afastados por decisão judicial.

O inquérito foi iniciado em razão de notícia veiculada na imprensa em 27 de agosto, dando conta que teria sido subtraído um motor de uma retroescavadeira, marca Hyundai, pertencente ao município de Urussanga. O veículo estava em um depósito pertencente ao município, junto ao Parque Municipal Ado Cassetari Vieira.

Segundo apurou a Polícia Civil, em 2019, a Prefeitura de Urussanga resolve tornar inservível a máquina, por decisão do então gestor da Agricultura, por conta de um problema no motor. A retroescavadeira estava com o motor todo desmontado. As peças foram colocadas na cabine e levadas para o parque municipal, local de fácil acesso e sem vigilância dos equipamentos.

No início das investigações, os policiais perceberam que havia problema de gestão de bens municipais, sequer sendo possível precisar se as peças foram furtadas ou objeto de peculato, em especial dado o lapso temporal desde que a máquina deixou de ser utilizada e a informação do desaparecimento das peças vir à tona. A própria prefeitura, em alguns casos, de acordo com as diligências, utilizou parte da máquina, como pneus, sem qualquer inventário prévio ou documentação das informações.

No decorrer da apuração, os dois ex-gestores da pasta da Agricultura teriam combinado depoimento para culpar terceiros da negligência com relação à máquina para se eximirem da responsabilidade. Conforme a Polícia Civil o objetivo era induzir erro judicial, perpetrando, além do peculato culposo, pela negligência com relação ao patrimônio público, fraude processual, conhecida como obstrução da justiça. No inquérito também foi pleiteado o afastamento das funções dos indiciados até a conclusão das demais investigações.

Três dos nove inquéritos da Operação Hera já foram finalizados pela Polícia Civil — foto 1
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