Turismo de inverno bate recorde histórico na Serra catarinense; saiba os destinos mais procurados
Pesquisa revela aumento no número de visitantes e consumidores nos meses mais frios

O turismo de inverno em Santa Catarina alcançou um marco inédito em 2025. De acordo com pesquisa da Fecomércio-SC, a Serra catarinense registrou o maior gasto médio por grupo de visitantes da história. Em termos reais, o valor saltou de R$ 2,8 mil para R$ 3,5 mil por grupo de visitantes, o maior número da série histórica iniciada em 2017.
Urubici foi o destino mais procurado da Serra, concentrando 53,6% das hospedagens durante a temporada, seguida por São Joaquim e Lages, ambas com 17,6%. A pesquisa da Fecomércio/SC também revelou os atrativos preferidos pelos visitantes: o Morro da Igreja (8,3%), a Serra do Corvo Branco (7,2%) e a Serra do Rio do Rastro (6,6%) figuram entre os mais lembrados.
Além das paisagens icônicas, o enoturismo segue em expansão — 11,9% dos entrevistados destacaram vinícolas e vinhedos como parte essencial do roteiro, reforçando a vocação da região para experiências ligadas à cultura da uva e à produção de vinhos de altitude.
De acordo com o levantamento, a Serra catarinense também registrou o maior gasto médio por grupo de visitantes da história: o valor subiu de R$ 2,8 mil para R$ 3,5 mil em termos reais, o maior número da série histórica iniciada em 2017.
Desde o lançamento do programa Estação Inverno, o Estado vem estruturando uma política consistente de valorização da temporada. A iniciativa reúne campanhas de divulgação, criação de uma marca promocional e integração entre secretarias para ampliar a visibilidade da Serra.
Também foram implementadas ações conjuntas com a segurança pública, garantindo organização e tranquilidade para turistas e moradores durante o aumento do fluxo na região. Com essa base, o governo consolidou o inverno como um produto turístico estratégico, capaz de reduzir a sazonalidade e ampliar as oportunidades econômicas locais.
“O recorde de gasto médio na Serra catarinense em 2025 é a prova de que a estratégia para a Estação Inverno está dando resultados. Desde 2023, o Governo de Santa Catarina vem investindo na criação de uma política turística robusta, com campanhas, infraestrutura focadas e ações internacionais que foram ampliadas no último ano", frisou Catiane Seif, Secretária de Estado do Turismo.
Impactos econômicos e sociais do turismo de inverno
Os números comprovam o impacto direto do turismo na economia serrana. Em 2025, os visitantes destinaram 36% de seus gastos à alimentação, 24% à hospedagem, e o restante a comércio (15%), lazer (13%) e transporte (12%).
Outro dado relevante é o aumento do ticket médio gasto por estabelecimento, que chegou a R$ 354, representando um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Esse cenário fortalece pequenos negócios, atrai novos investimentos e amplia a geração de empregos.
Mais do que movimentar a economia, o turismo de inverno contribui para a valorização cultural e gastronômica da região. A Serra catarinense se consolida como referência nacional em experiências ligadas ao frio, da apreciação da paisagem nevada ao enoturismo e à culinária típica.
Por fim, a pesquisa revelou que o público da Serra no inverno é distinto daquele que busca o litoral durante o verão. Em 2025, a presença de turistas de outros estados cresceu de 37% para 39,4%, com destaque para visitantes de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul — um reflexo da diversificação das atrações e do fortalecimento da Serra no calendário turístico nacional.





