Usado no sequestro de Ilhota, carro é encontrado em Criciúma
Criança havia sido sequestrada após suspeitos observarem sua vida pela rede social Facebook

O carro utilizado na última semana no sequestro de uma criança de nove anos, em Ilhota, no Norte de Santa Catarina, foi encontrado na tarde dessa quinta-feira no bairro Paraíso, em Criciúma. O delegado Antônio Márcio Campos Neves explica que recebeu uma ligação de agentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) informando que o veículo teria sido trazido à cidade Sul catarinense durante a semana. "Soubemos que houve uma negociação com uma pessoa que é, inclusive, conhecida pelo meio policial. Os policiais foram até o local e encontraram o carro, que foi apreendido", conta.
O Ford Ka vermelho foi encontrado em uma casa no bairro Paraíso. O homem que teria comprado o veículo não estava na casa no momento da abordagem policial, mas sua filha, que também possui passagens pelo meio policial, foi encontrada em posse do carro. Ela foi levada para a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma. "Nenhuma documentação legal do carro foi apresentada, a não ser o próprio documento, que ainda está em nome de outra pessoa. O veículo possui, também, um saldo devedor de R$ 10 mil", comenta o delegado.
Nesta sexta-feira o guincho da Polícia Civil levará o Ford Ka de volta a Florianópolis. O carro será entregue à Deic. A mulher foi liberada após o delegado obter provas de que ela não teve participação no sequestro da criança em Ilhota e apenas comprou o carro depois do acontecimento.
Entenda o caso
Terminou, na última terça-feira, o sequestro de uma criança de nove anos que foi mantido em cativeiro por cinco dias. O sequestro começou às 19h30min da quinta-feira, dia 29 de maio, em Ilhota, no Norte de Santa Catarina. A Divisão Antissequestro da Deic foi mobilizada depois que o menino, que brincava de patinete motorizado perto de sua casa, foi sequestrado por um casal que estava no Ford Ka vermelho. Eles pediram R$ 500 mil em dinheiro para a família da criança. No desfecho do caso, que aconteceu em Penha, duas pessoas morreram no confronto com a polícia. Um terceiro homem foi preso. A criança foi resgatada do cativeiro sem ferimentos. Em entrevista após o desfecho, o suspeito preso afirmou que acompanhou a vida do menino por meio da rede social Facebook antes de sequestrá-lo.



