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Vendedores são

Vendedores são detidos com produtos pirateados do Tigre em Criciúma

Por Vanessa Amando - vanessa.amando@engeplus.com.br

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Vendedores são detidos com produtos pirateados do Tigre em Criciúma
Foto: Fotos: Vanessa Amando

A Polícia Civil de Criciúma apreendeu centenas de produtos pirateados na tarde desta sexta-feira, sendo a maioria bandeiras, de diversos tamanhos, com as cores e a marca do Criciúma Esporte Clube. Além disso, oito pessoas foram detidas, duas delas em flagrante pela prática do crime de pirataria.

O parágrafo segundo do Artigo 184 do Código Penal Brasileiro trata da Violação de Direito Autoral, ou seja, a pirataria. Baseada nesta lei, a assessoria jurídica do Criciúma E.C., em parceria com a Polícia Civil, intensifica as ações de combate à reprodução e comercialização de produtos que usam a marca do clube de forma indevida.

Ao longo desta sexta-feira foi possível observar ambulantes em diferentes pontos da área central de Criciúma
principalmente em lugares de acesso ao estádio Heriberto Hülse. Os dois primeiros homens detidos pela polícia são primos, têm 19 e 28 anos, e vieram da cidade de São Paulo (SP) ainda nesta quinta-feira. De acordo com o delegado regional, Jorge Koch, o crime de pirataria é caracterizado pela tentativa de obter lucro com a venda de produtos que usam uma marca de forma ilegal, como no caso das bandeiras com o escudo do Criciúma E.C..

"Estes dois homens podem pegar de um a quatro anos de reclusão. Porém, existe a opção do pagamento de fiança, sendo o valor estipulado de um salário mínimo (R$ 622) para cada pessoa. Caso a fiança não seja paga, eles vão direto para o Presídio Santa Augusta", afirmou Koch no final da tarde de hoje, quando os vendedores haviam sido detidos.

O delegado também explicou que aos outros seis vendedores será feito apenas um Termo Circunstanciado (TC), já que não houve o flagrante. "Os outros homens haviam acabado de chegar em Criciúma, o material pirateado ainda estava no porta-malas do carro que os trouxe de São Paulo para Criciúma", revelou a autoridade policial. Toda a ação foi feita pelo setor de Jogos e Diversão da Delegacia Regional de Polícia (DRP).

Para o bacharel em Direito e coordenador de projetos do Criciúma E.C., Lucas Marcelo Braz, a venda de produtos piratas desfavorece o clube e o torcedor. "O clube não recebe absolutamente nada com a comercialização de produtos piratas, mas não é só isso, pois o torcedor também é prejudicado. São produtos de má qualidade, sendo facilmente danificados, o que acaba prejudicando a imagem do clube com o torcedor", explicou Braz.

Ele conta que, com a ascensão do Criciúma nos últimos meses, foi possível perceber um aumento no número de vendedores ambulantes que vêm até a cidade com produtos não oficiais do clube. Porém, também está maior a fiscalização do próprio clube, em parceria com a polícia, diante deste comércio ilegal. "Na partida contra o Joinville conseguimos localizar quatro grupos de vendedores e a polícia prendeu duas pessoas, assim como os materiais piratas. Eles eram de Porto Alegre (RS), mas atuavam no Brasil todo e em países vizinhos também, geralmente onde há times em boa fase nos campeonatos", conta Braz.

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