Verão será quente e com chuva acima da média em SC
2016 começa com El Niño forte no Sul do Brasil

Os próximos três meses de verão serão com chuva acima da média em Santa Catarina. Em março a chuva acima, no entanto, diminui um pouco no Litoral Sul.
Nos meses de verão os volumes totais de chuva, serão mais elevados, mas a chuva deve alternar com períodos prolongados com presença de sol. Ela estará associada ao aquecimento diurno, concentrando-se no período da tarde e noite, em forma de pancadas e normalmente acompanhadas de temporais com descarga elétrica.
Ressalta-se que haverá também chuvas fortes com volume significativo em curta duração, podendo causar alagamentos em alguns locais onde apresentam problema de drenagem urbana.
O fenômeno El Niño intensifica as chuvas de verão, porém com menos proporção do que na primavera no Sul do Brasil. Entre outras consequências, o calor e a umidade no verão de 2015 podem aumentar a proliferação de transmissores de doenças endémicas.
Climatologia (o que se espera para época do ano):
Em janeiro e fevereiro a média mensal de chuva varia de 180 a 240 milímetros e em março de 130 a 180 milímetros. A chuva nestes meses ocorre principalmente devido a pancadas de verão (processo convectivo devido ao calor da tarde), áreas de baixa pressão com mais frequência no Oeste e Meio Oeste e a passagens de frentes frias.
Em relação à temperatura a previsão é que seja acima da média climatológica, no trimestre, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro.
A Temperatura da Superfície do Mar (TSM)
O monitoramento das condições oceânicas indica a persistência de anomalias positivas de TSM no Oceano Pacífico Equatorial, região de monitoramento do El Niño, com valores pontuais de 4°C e até 5ºC. O consenso dos modelos de previsão climática indica a continuação do fenômeno El Niño forte em dezembro e janeiro.
O El Niño segue no verão de 2016, mas com diminuição gradativa. Segundo estudos científicos, a maior influência do El Niño ocorre na primavera do ano em que o fenômeno começa (2015) e no outono do ano seguinte (2016), se houver continuidade do fenômeno.
(Colaboração / Epagri Ciram)



