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Santa Vita

Vereador de Criciúma volta a cobrar soluções para obra parada há quatro anos: 'segue insuficiente'

Prazo para conclusão dos trabalhos encerra em menos de 50 dias

Por João Gabriel da Rocha

3 min de leitura

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Vereador de Criciúma volta a cobrar soluções para obra parada há quatro anos: 'segue insuficiente'
Foto: Rafaela Custódio/Arquivo/Engeplus

O vereador Luiz Fontana (PL) voltou a cobrar soluções para a obra do empreendimento Santa Vita, no Centro de Criciúma. A construção está com os serviços paralisados desde 2022 e apresenta descarte irregular de resíduos e acúmulo de água da chuva, segundo a Defesa Civil. O prazo para a conclusão dos trabalhos encerra em 45 dias.

Segundo o parlamentar, apesar de algumas melhorias recentes, a obra segue tendo problemas recorrentes, como um buraco existente no local. “Segue insuficiente. Quando chove, por mais que eles esvaziem, volta a encher tudo de novo. Não vejo nenhuma perspectiva, a não ser que mudem tudo do dia para a noite”, afirmou ao Portal Engeplus.

Fontana também chamou atenção para a situação das placas instaladas na frente do empreendimento, que saíram do lugar. “Eles enjambraram, mas continua perigoso. As placas podem cair em cima de um carro ou na cabeça de alguém, como uma criança ou uma pessoa em situação de rua”, alertou.

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De acordo com o vereador, envolvidos com obra afirmam que uma proposta de investidores internacionais deve chegar em breve. “Malásia, Arábia Saudita… a cada três meses eles mudam o país. O principal problema continua sendo o buraco e as placas. Já foram mais de R$ 20 milhões investidos”, pontuou.

Pesca em vala e posição da Defesa Civil

Em novembro de 2025, Fontana levou uma vara de pesca à tribuna da Câmara como forma de protesto contra o acúmulo de água no local. “Tenho a sorte divina de que atrás da minha casa tem um rio, e eu o nomeei de rio Santa Vita. Sexta-feira eu fui lá tentar pescar, pegar um tucunaré, que eu pesquei lá na Amazônia”, brincou.

Conforme o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, o órgão acompanha a obra diariamente, com coleta de amostras e testes de materiais. “Só poderemos fazer alguma intervenção quando acabar o prazo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), acordo que estabelece um período para que a empresa responsável regularize a situação do empreendimento”, detalhou.

Segundo o advogado da Compacta Incorporadora, Luiz Renato Camargo, o acúmulo de água é normal em dias de chuva como nesta época. “A retirada da água é um trabalho constante. A princípio, temos um TAC com o Ministério Público. Os trabalhos necessários estão sendo realizados”, concluiu.

Sobre a obra

O Santa Vita Saúde Center foi projetado como um complexo de saúde de grande porte, com um prédio de 31 andares, mais de 380 salas comerciais e 1,4 mil vagas de garagem. O empreendimento, considerado o maior do tipo no Brasil, integra um contrato entre a Compacta Incorporadora e o Hospital São José, que cedeu o terreno e receberia parte do valor em dinheiro e o restante em salas comerciais.

A proposta inclui ainda passarelas de ligação com o Centro Madre Teresa de Jesus Gerhardinger, em fase final de obras, com foco em mobilidade e integração dos serviços de saúde. No entanto, a construção está paralisada desde 2022 e apenas 10% da obra foi executada, apesar da previsão inicial de inauguração em 2025.

Projeto propõe construção de prédio com 31 andares.(Foto: Divulgação)
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