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Segurança

Acusado de feminicídio em Garopaba é preso no RS

Vítima tinha 25 anos e foi encontrada cerca de três semanas após o crime

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um jovem de 21 anos de idade, investigado pelo crime de feminicídio praticado em Garopaba, foi preso nessa segunda-feira, dia 9, na cidade de Viamão, município localizado na região Metropolitana de Porto Alegre. O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de fevereiro e diante do desaparecimento da vítima, colegas de trabalho registraram um boletim de ocorrência no dia 25. O corpo foi localizado no bairro Pinguirito, após duas semanas de intensa investigação, e estava em avançado estado de putrefação.

A captura do suspeito foi realizada por intermédio da Delegacia de Polícia de Garopaba, que deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva.

“Nos próximos dias será finalizado o Inquérito Policial, onde o suspeito será indiciado pelo delito de homicídio qualificado pelo feminicídio, prevalecendo-se da relação íntima de afeto e convivência que mantinha com a vítima, tipificado no Art. 121, § 2º, inciso VI, juntamente com o crime de ocultação de cadáver, Art. 211, ambos do Código Penal Brasileiro”, informa a Polícia Civil.

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Ainda de acordo com a Polícia Civil, o investigado confessou o delito em interrogatório realizado no início da noite de ontem. Ainda está em apuração se ele recebeu auxílio de outra pessoa para ocultação do cadáver, além da causa da morte.

Sobre o crime

A investigação apurou que o suspeito era companheiro da vítima. O crime aconteceu na casa onde moravam, no bairro Ambrósio, e após o ato ele depositou o corpo em uma mala de viagem e utilizando uma bicicleta se deslocou até um terreno baldio onde dispensou-o.

Ainda segundo informado pela Polícia Civil, no mês de janeiro a vítima requereu Medida Protetiva de Urgência, a qual foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário. Todavia, dias depois optou por permanecer na constância do relacionamento.

"É importante frisar que as mulheres devem procurar auxílio quando estiverem em um relacionamento violento e, além disso, ter a coragem para romper o ciclo da violência doméstica", destaca a delegada de Polícia e coordenadora das investigações, Dra. Patricia C. Fronza Vieira.

A investigação contou com trabalhos da Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário.

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