Após protestos, governador promete pagamento até sexta
Funcionários realizaram uma série de manifestações durante esta semana

Após uma série de protestos realizados pelos funcionários do Hospital Regional de Araranguá nos últimos dias, tanto o vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, quanto o governador Raimundo Colombo prometeram que o pagamento seria feito até sexta-feira. A conversa entre as autoridades e os manifestantes aconteceu na manhã desta quarta-feira, em Criciúma, durante a inauguração da Via Rápida.
De acordo com o vice-governador, o Governo do Estado já havia repassado o dinheiro à empresa que administra o Hospital Regional, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). “Foi escolha da empresa não realizar o pagamento, e por isso o contrato foi encerrado. Outra instituição já aceitou assumir a gestão do hospital para os próximos meses”, afirmou Moreira.
O instituto Ideas deve assumir a administração do hospital. O governador Raimundo Colombo explicou, ainda, que SPDM tentou se manter como gestora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de alguns municípios, o que não foi aprovado. “Fomos à Justiça e conseguimos uma liminar que bloqueava o dinheiro entregue à empresa. Se ela não consegue gerir o hospital, também não conseguirá administrar o Samu”, afirmou Colombo.
Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindisaúde), Cleber Cândido, os trabalhadores se reunirão em assembleia no fim da tarde desta quarta-feira para definir os rumos da greve. "A princípio, os funcionários não devem voltar ao trabalho antes de ter o dinheiro na conta", destaca Cândido.
No fim da tarde dessa terça-feira, dia 19, os manifestantes haviam fechado a BR-101 em Araranguá por cerca de uma hora, entre as 17 e 18 horas. Antes disso, na segunda-feira, os funcionários já haviam realizado uma manifestação junto com a população de Araranguá, caminhando pelas ruas da cidade. Em seguida, eles foram até a Câmara de Vereadores para pedir o apoio dos parlamentares na questão.
Os manifestantes estão em greve há mais de uma semana por conta do atraso do salário do mês de dezembro e 13º, e também por insegurança com relação à atual gestora do hospital, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).










