Biodigestores começam a transformar restos da merenda em gás e fertilizante em Criciúma
Equipamentos instalados em duas escolas municipais iniciaram a produção em 27 de outubro
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O que sobra da merenda escolar em duas escolas municipais de Criciúma, há uma semana, passou a ter um novo destino. Desde o dia 27 de outubro, os biodigestores instalados em setembro nas instituições Giácomo Búrigo, no bairro Mãe Luzia, e Filho do Mineiro, no Rio Maina, estão em funcionamento e transformam restos de alimentos em biogás e fertilizante líquido. A iniciativa integra o Programa de Educação Socioambiental Continuada nas Escolas, da BioMovement, que busca aliar o reaproveitamento de resíduos à aprendizagem sobre sustentabilidade.
De acordo com a orientadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Criciúma, Rúbia Acordi, desde que os equipamentos iniciaram a produção, todo o restante da merenda das escolas é destinado aos biodigestores. Segundo ela, eles têm capacidade para receber até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia, cada um.
“O projeto chega para somar ao trabalho que já é desenvolvido pelas escolas, trazendo uma oficina prática e muitas possibilidades de aprendizagem. As crianças aprendem sobre decomposição, descarte correto dos resíduos e sustentabilidade de uma maneira lúdica e criativa”, destacou a Secretária de Educação de Criciúma, Geovana Benedet Zanette.
O biogás produzido pelos equipamentos é utilizado tanto no fogão da instituição quanto em outros ambientes. Enquanto isso, o fertilizante líquido é utilizado no viveiro de plantas nativas incluído no programa. Ao longo dos três anos de funcionamento, a proposta é cultivar 180 mudas e realizar o plantio delas com a participação de estudantes, professores, familiares e voluntários.
“As crianças também podem levar um pouco do fertilizante gerado para casa, ampliando a experiência e levando o aprendizado para além dos muros da escola. A importância dessa iniciativa está justamente em transformar um tema tão necessário, como a sustentabilidade, em uma experiência concreta. É uma oportunidade de desenvolver a consciência ambiental desde a infância e envolver toda a comunidade escolar nesse processo”, explicou Rúbia.
A orientadora pedagógica ainda ressaltou que, desde o funcionamento dos biodigestores, o retorno da comunidade escolar tem sido positivo. De acordo com ela, outras escolas já manifestaram interesse em receber os equipamentos, o que pode ser um fator para que a iniciativa cresça, fortalecendo a educação ambiental na comunidade.





