CDL é contra o aumento no número de vereadores em Criciúma
Entidade reforça posicionamento já defendido pelo Observatório Social do município
Por Lucas Renan Domingos - lucas.domingos@engeplus.com.br
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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma se posicionou sobre o debate do aumento do número de vereadores no Legislativo do município. Nesta segunda-feira, dia 28, a entidade emitiu uma nota onde apresenta parecer contrário ao incremento de cadeiras.
Conforme a Constituição Federal do Brasil, os municípios do país que possuem entre 160 mil e 300 mil habitantes podem ter até 21 vereadores. Criciúma possui, com base no Censo de 2022, mais de 214 mil moradores e conta com 17 parlamentares.
Em Criciúma, nos bastidores, os vereadores debatem a possibilidade de ampliar a quantidade de gabinetes. O presidente do Legislativo, Marcio Daros da Luz (PSD), já declarou que o tema está sendo discutido entre os parlamentares.
Diante dos movimentos, a CDL afirmou que “entende que a representatividade não se mede apenas pela quantidade de cadeiras no Legislativo, mas pela qualidade da atuação parlamentar, pelo compromisso com os interesses coletivos e pela ampliação de canais de diálogo e participação da sociedade”.
No texto, a entidade argumenta ainda que “embora a legislação autorize o número maior de vereadores e o orçamento da Câmara esteja dentro dos limites constitucionais, a ampliação implicaria aumento de estrutura, criação de cargos e elevação de despesas diretas e indiretas”.

Um dos argumentos apresentado pelos vereadores favoráveis ao incremento de cadeiras é de que a elevação do número de parlamentares não acarretaria aumento de recursos, já que anualmente o Legislativo devolve dinheiro aos cofres do município que não são utilizados. A CDL também rebateu a afirmação.
“A alegação de que ‘não haverá custo adicional’ desconsidera um ponto essencial: os recursos não utilizados pelo Legislativo são devolvidos ao município, possibilitando investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, diz nota da entidade que pode ser lida na íntegra abaixo.
Nota Pública da CDL de Criciúma
Posicionamento sobre a proposta de aumento no número de vereadores
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma manifesta-se contrária à proposta de aumento do número de vereadores, de 17 para 21, no município. A entidade entende que a representatividade não se mede apenas pela quantidade de cadeiras no Legislativo, mas pela qualidade da atuação parlamentar, pelo compromisso com os interesses coletivos e pela ampliação de canais de diálogo e participação da sociedade.
Embora a legislação autorize o número maior de vereadores e o orçamento da Câmara esteja dentro dos limites constitucionais, a ampliação implicaria aumento de estrutura, criação de cargos e elevação de despesas diretas e indiretas. A alegação de que “não haverá custo adicional” desconsidera um ponto essencial: os recursos não utilizados pelo Legislativo são devolvidos ao município, possibilitando investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
É importante destacar que, em 2012, Criciúma já ampliou seu número de vereadores de 12 para 17, uma mudança recente, com impacto em apenas quatro legislaturas (2012, 2016, 2020 e 2024).
A CDL mantém seu compromisso com a responsabilidade fiscal, a eficiência na gestão dos recursos públicos e o bem-estar da população criciumense.
Criciúma, 28 de julho de 2025.
Câmara de Dirigentes Lojistas de Criciúma

Observatório social
Outro posicionamento recente e contrário ao aumento de vereadores partiu do Observatório Social de Criciúma. A entidade é formada por voluntários e tem como principal objetivo a análise do uso dos recursos públicos.
Também por meio de nota, o Observatório Social publicou que “se posiciona de forma clara e contrária a qualquer medida que aumente os gastos públicos e onere ainda mais o bolso do cidadão”.
A entidade ainda enfatizou que Criciúma possui um dos maiores custos por vereador do Estado. “O que a população precisa é de representantes comprometidos, produtivos e eficientes, e não de uma estrutura inchada e custosa”, completa a nota.








