Centro de Convivência da Terceira Idade inova com aulas de violão para idosos
Trabalhar a coordenação motora e estimular a memória deles está entre os principais objetivos dessa nova oficina, em Criciúma

Dominó, tricô, bingo, dança de salão. Não são mais somente essas as atividades dos grupos de idosos em Criciúma. Agora, o Centro de Convivência da Terceira Idade, no Morro Cechinel, também oferece oficinas de violão. A proposta é inovadora e tem como principais objetivos trabalhar a coordenação motora e estimular a memória de pessoas com idade superior a 60 anos. Inserida a pouco mais de 30 dias, a oficina já conta com 56 pessoas inscritas.
Uma delas é Alaíde José Teixeira, de 76 anos. Ela está nas aulas há duas semanas e este é seu primeiro contato com um violão, mas já aprendeu algumas notas. "Não é difícil, está sendo bastante prazeroso. Sentir o som saindo das nossas mãos é muito bom", garante dona Alaíde. Aos 63 anos, Maria Salete Borges Dagostim teve sua aula inicial nesta quarta-feira, quando aprendeu sobre o instrumento e já dedilhou a primeira nota. Animada, ela gostaria de tocar nas festas da família, por isso pretende treinar bastante.
Para o professor de violão, o músico Tiago Maciel, esta é uma experiência única. Ele mora com os avós, foi criado por eles, então destaca que tem bastante contato com idosos, o que lhe permite ter mais liberdade com essas pessoas. As aulas têm uma linguagem diferente para facilitar o aprendizado.
"Visitei os grupos de idosos dos bairros para apresentar o projeto e convidá-los a participar da oficina. A receptividade foi muito boa, superou nossas expectativas. Por isso, vamos ter que ampliar o espaço físico das aulas e tivemos que adquirir mais materiais. Hoje, contamos com dez violões, material didático simplificado e em fonte maior, além de suportes para as partituras e apoios para os pés, a fim de não prejudicar a postura dos idosos", ressalta o músico.
Inclusive, a saúde dos alunos participantes é algo que merece destaque. Maciel explica que eles fazem movimentos de alongamento e fisioterapia antes das aulas. "O mais importante é tirá-los de casa, ensinar algo novo, que os motive a vir para o Centro de Convivência. Uns têm mais facilidade do que outros para aprender, mas é dada bastante autonomia a eles, para que estejam sempre motivados a participar das aulas", garante o professor.
De acordo com o gerente dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para a Pessoa Idosa, Zolnei Vargas, a demanda fortaleceu para a coordenação do Centro a importância desta oficina. Ele confirma que a receptividade dos alunos está sendo muito boa. Hoje, o Centro de Convivência da Terceira Idade atende de segunda a sexta-feira. Além do violão, também é possíver fazer aulas de dança, artesanato e patchwork, informática, entre outras. Segundo Vargas, mais de 1,9 mil pessoas participam dos 82 grupos de idosos em Criciúma.










