Cláudio Tencati mantém foco no trabalho e garante: ‘a fala é manutenção e depois acesso’
Treinador campeão Catarinense falou sobre a expectativa para a Série B
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O técnico Cláudio Tencati completou 18 meses no comando do Criciúma no último dia 7 de abril e apesar do tempo no clube e de conquistar os títulos da Série A e B do Catarinense e o acesso à segunda divisão nacional em 2021, o comandante carvoeiro mantém os pés no chão para o início da Série B do Campeonato Brasileiro. Ele ainda ressaltou na manhã desta quinta-feira, dia 13, em entrevista coletiva, sobre virar a chave do Estadual para o Brasileiro.
“Não há dúvidas que o ambiente ainda é do Campeonato Catarinense, a cidade está eufórica, mas os atletas e comissão precisam mudar a chave, o título já conquistamos, isso ninguém tira, agora temos que focar no Tombense. Já estamos conversando com os jogadores”, destacou.
Ao ser questionado sobre a contratação de Felipe Vizeu, Tencati comentou sobre possíveis esquemas táticos. “É possível jogar com dois centroavantes. Pensamos até em jogar com Eder e Lohan, por exemplo. Questionei o Eder quando ele chegou, ele falou que poderia jogar como segundo atacante. Agora é treinar, encaixar a melhor formação. O Vizeu fará uma adaptação de 10 dias. Ele ficou 15 dias inativo e vamos fazer readaptação. Contra a Ponte Preta ele deve aparecer como relacionado”, explicou.
Críticas
O técnico do Tigre ressaltou que recebe críticas com naturalidade. “Quando você não tem um jogo bom, o primeiro a ser apontado é o treinador. Temos que aceitar, pois a imprensa está para elogiar e também para criticar. Temos que estar preparados para os aplausos e vaias. Temos que suportar e seguir em frente”, afirmou.

Contratações
Na manhã desta quinta-feira, o Criciúma apresentou o volante Miquéias e o lateral Jonathan. Além deles, o Tigre também anunciou o atacante Welinton Torrão ainda nessa quarta-feira. Felipe Vizeu deve ser anunciado ainda nesta semana, porém Tencati falou que o clube está de olho no mercado. “Nós temos na pauta mais um atacante de lado, ou seja, um jogador de drible. Nós tínhamos o Júlio César, mas não deu certo. Com isso, abriu a possibilidade de contratação. O Jonathan joga pelas duas laterais, mas ele também vai suprir a necessidade do lado esquerdo, por exemplo. Já o Miquéias pela imposição física, vamos trabalhar com uma linha de cinco jogadores. Estamos buscando atletas com características do nosso sistema”, garantiu.
Tombense
O primeiro adversário do Tigre na Série B será o Tombense. O confronto ocorre no próximo domingo, dia 16, às 11 horas, no estádio Heriberto Hülse. O técnico carvoeiro falou sobre a equipe adversária. “O Tombense fez uma campanha boa no Estadual. A comissão técnica assistiu ao jogo contra o Palmeiras pela Copa do Brasil nessa quarta-feira. O time paulista venceu por 4 a 2. Foi um jogo difícil, é um time interessante, têm jogadores de expressão, mas é uma equipe forte. O atleta Matheus Henrique Frizzo que marcou gol ontem, era um jogador que queríamos, por exemplo”, afirmou.
Quem sobe para a elite?
Tencati não quis palpitar quem são os times que poderão subir para a elite do futebol brasileiro. “Estamos no mesmo patamar dos outros. Está tudo nivelado e ninguém está se sobressaindo. O Criciúma tem um bom elenco e larga num bom momento. Estamos com ritmo de jogo. A Série B deste ano está mais difícil de subir, pois temos 10 e 15 equipes que vão brigar pelo acesso, pois todos se reforçaram”, observou.
O treinador carvoeiro ressaltou que primeiro precisa permanecer na Série B para depois tentar o acesso. “A fala é manutenção e depois acesso. Mas não existe falar de acesso à elite sem falar em manutenção. A primeira meta são os primeiros 45 pontos. Não adianta falarmos em acesso sem garantir a permanência. É um campeonato de regularidade e traiçoeiro. Ano passado, tivemos clubes com investimento e caíram. Temos que jogar”, ressaltou.
18 meses de Criciúma
Tencati completou 18 meses no Criciúma no último dia 7 de abril e falou sobre sua gratidão ao clube. “Me sinto gratificado por estar no Criciúma. Essa manutenção de trabalho passa por muitos. Primeiro aconteceu com o Londrina, não está na minha característica de trabalho ficar pouco tempo. No Brasil de Pelotas foram 10 meses. No Vitória foi o mais curto, pois foram apenas quatro meses. Estamos cravando nosso perfil. É necessário paciência e sabedoria”, finalizou.





