Comerciantes e usuários à mercê de vândalos no Terminal Rodoviário de Criciúma
Problemas estruturais, como goteiras e falta de portas nos banheiros também são realidades enfrentadas na rodoviária

Comerciantes e funcionários do Terminal Rodoviário de Criciúma estão com medo das constantes ocorrências de roubos no local. Quem trabalha e frequenta diariamente a rodoviária reclama da falta de segurança e dos problemas estruturais. Para os trabalhadores e usuários, falta policiamento nos horários mais críticos, como nos fins de semana, nas primeiras horas do dia e durante a noite. Além disso, problemas nos banheiros e de goteiras são realidades enfrentadas constantemente na rodoviária.
Conforme uma comerciante que atua na rodoviária de Criciúma desde sua fundação, há mais de 30 anos, que prefere não se identificar, as ocorrências de furtos estão cada vez mais frequentes. “Estamos com medo, pois eles vêm aqui e roubam como se fosse algo normal. Em uma semana fui assaltada duas vezes”, revela.
De acordo com Adriana de Melo, que atua em uma lanchonete há 18 anos, o espaço está com problemas estruturais também, como no telhado e nos banheiros. “Estamos com algumas goteiras, solicitamos que o probelma fosse reparado, os profissionais estiveram aqui, mas a goteira continua”, comenta. Ainda conforme Adriana, a falta de estrutura também está presente nos banheiros. “No feminino, por exemplo, estamos com um box sem porta”, completa. A reportagem esteve no banheiro masculino e verificou que dois boxes estão sem portas, em uma deles está escrito a segunte frase: "Vida loka".
Outra comerciante, que prefere não se identificar, comenta que nos fins de semana muitos moradores de rua ficam perambulando pela rodoviária, deixando receoso quem trabalha no local. “Minha irmã estacionou o carro nas imediações do terminal e foi assaltada”, lembra. “Eles usam os bancos como camas e acabam estragando os assentos”, pontua. Conforme a comerciante, os problemas já foram levados à Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes (ASTC), mas medidas efetivas não foram executadas. “Eles estão presentes em alguns momentos, deveria ter um policiamento mais consistente. Temos uma guarita, mas que não é utilizada”, pontua
Usuário – De acordo com o usuário que preferiu ter sua identidade preservada, que utiliza os serviços da rodoviária diariamente, o espaço virou um local contínuo para uso de drogas. “Na parte de trás da rodoviária há pessoas suspeitas, certamente usuárias de produtos ilícitos, que oferecem perigo à população que frequenta a rodoviária. Os perigos também são constantes para quem estuda em uma faculdade perto do local”, salienta.
O usuário do transporte da rodoviária conta que flagrou um homem que tentava puxar a bolsa de uma estudante nos fundos do terminal rodoviário. “Dentro da rodoviária, temos que ficar com a bagagem no colo, pois estamos vulneráveis”, frisa. O usuário ainda comenta, que em um dia de chuva intensa em Criciúma a rodoviária ficou alagada e um das lojas teve que ser interditada pelo Corpo de Bombeiros, pois o estabelecimento podia sofrer um curto-circuito.
Mais segurança - Conforme o gerente administrativo dos terminais urbanos e rodoviários de Criciúma, Otacílio de Bem, está sendo discutido entre a ASTC, a Guarda Municipal e a Polícia Militar de Criciúma, um sistema mais efetivo para manter a segurança no local. “Espero que até a metade de abril esse reforço na segurança na rodoviária, e também nos terminais de ônibus, seja implantado. São questões a serem discutidas e ampliadas”, comenta. No momento, a Guarda Municipal e a Polícia Militar mantêm a segurança no local em um sistema de rondas. “Muitos já sabem os horários que os profissionais estão no local e esperam o distanciamento deles para atuarem”, destaca de Bem.
Em relação aos banheiros da rodoviária, segundo Otacílio, eles são usados por frequentadores dos bares que ficam no entrorno do terminal, não são usuários da rodoviária, e por isso, ocorre a depredação. O gerente orienta a população para que, quando se sentir acuada, ligue para os telefones emergenciais, como o 153 da Guarda Municipal e o 191 da Polícia Militar.










