Criciumense que vive em Boston conta sua percepção sobre as explosões
Para Nicolau Lucas, a consequência desse atentado será maior rigor no que se refere aos imigrantes
O Portal Engeplus entrou em contato com um sul catarinense que vive na cidade de Boston, no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, onde na tarde dessa segunda-feira explosões foram provocadas durante a tradicional Maratona de Boston, em comemoração ao Dia do Patriota.
As explosões foram registradas na chegada da competição, por volta das 14h45min (15h45min horário de Brasília), e a probabilidade de terem envolvimento com ataques terroristas deixam os moradores aflitos, além de fazer com que o mundo volte os olhares para a cidade americana.
De acordo com Nicolau Lucas, 44 anos, criciumense que mora em Boston há 18 anos, o clima na cidade se assemelha ao do 11 de setembro de 2001. "Guardadas as devidas proporções, podemos dizer que esse é o sentimento que se vive, apesar de o povo americano se refazer com rapidez e se ajudar. Nas rádios só se fala nisso, as que têm programação musical suspenderam para dar notícias. Moro aqui há 18 anos e o que se ouve falar é de que essa é a maior tragédia da história de Boston".
Conforme o site Globo.com, com o incidente três pessoas morreram, 176 ficaram feridas, sendo que 17 delas estão em estado grave. Na disputa esportiva estavam 131 brasileiros, mas nenhum ficou ferido ou se tem registro de morte. Ainda conforme o site Globo.com, o FBI, que assumiu o caso, afirmou nesta terça-feira que não há risco de mais ataques. "O governador do Estado de Massachussets, Deva Patrick, pediu o apoio da população para que todos fiquem de olho em possíveis suspeitos e se receberem alguma informação que denunciem, o amerciano é um povo unido", afirmou Lucas.
O criciumense trabalha no ramo de construção civil. No momento das explosões, ele conta que dirigia numa área distante quatro minutos do local do incidente e ouvia música. Instantes após as explosões, Nicoalu Lucas diz que chegavam as primeiras notícias. "Fiquei assustado e não demorou muito, deve ter sido o tempo de a notícia ter chegado ao Brasil, meus parentes começaram a me procurar via Facebook e mensagens no celular. Tranquilizei a todos, apesar de estar assustado e bem, não me feri".
Agora, seguem as investigações sobre o caso e Lucas diz que a rotina na cidade, exceto a área onde ocorreram as explosões, volta à normalidade. "Claro que há pessoas que rezam no local, em frente a casa do menino que morreu após abraçar o pai, acendem velas, colocam flores. Muita gente está incoformada e até revoltada, mas não há violência decorrente disso", completa.
Para o criciumense, a consequência desse atentado será maior rigor no que se refere aos imigrantes. "Os Estados Unidos estavam em um processo de abertura e um pouco menos rigorosos, pode-se dizer, quanto a entrada de estrangeiros no país, mas agora as restrições creio que sejam bem maiores".
Colaboração: Ana Paula Cardoso/Portal Engeplus



