Em combate à violência contra a mulher, Dpcami inicia em Criciúma o projeto ‘PC por Elas’
Ação leva para as escolas discussão e esclarecimento sobre a violência doméstica
Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br
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A Polícia Civil catarinense iniciou no mês de setembro, em escolas do Estado, o projeto ‘PC por Elas’, implantado em combate e prevenção à violência contra a mulher. Em Criciúma, a primeira escola a receber o projeto foi a Irmã Edviges, localizada no bairro Mina União.
O projeto institucional da Polícia Civil funciona em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED). Em Criciúma, teve ainda a contribuição da Faculdades Esucri, que concedeu dois estagiários de psicologia para participarem dos encontros com os alunos.
O ‘PC por Elas’ é um encontro de agentes da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) com alunos para debater e esclarecer questões referentes à violência doméstica. O principal objetivo é estabelecer um canal de prevenção que vá além da resposta criminal.
O projeto já está em funcionamento nas maiores cidades catarinenses. Na Capital do Carvão, foram cinco encontros conduzidos pela psicóloga da Dpcami, a policial civil Samira Mafioletti Macarini Frizon. Para a delegada da Dpcami, Juliana de Freitas Zappelini, o esclarecimento da Lei Maria da Penha e a discussão sobre o tema produzirão importantes mudanças comportamentais nos jovens e adolescentes.
“Entendemos que não só a resposta criminal é interessante e eficiente. Trabalhar a prevenção é um caminho para combater a violência de gênero. A ideia é promover a reflexão sobre os temas relacionados ao enfrentamento da violência contra a mulher. A questão de violência de gênero é cultural e se conseguirmos trabalhar com os adolescentes teremos mudanças de comportamento a longa prazo”, explica a delegada.
Na escola Irmã Edviges, a turma do 9º ano esteve dividida em dois grupos de 13 alunos. Entre os temas discutidos, estão a violência no namoro, relacionamentos abusivos, a violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha, mantendo o foco na prevenção. Segundo a Polícia Civil, o projeto passará por análise para melhorias e aplicação em outras escolas públicas de Criciúma e região.










