Empresas catarinenses demitiram mais de 530 mil funcionários desde o início da quarentena
Na região Sul de Santa Catarina foram 68 mil pessoas desligadas de suas funções
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Mesmo com o Governo de Santa Catarina autorizando a flexibilização de algumas atividades econômicas, o número de demissões segue aumentando no Estado durante a pandemia do novo coronavírus. Uma pesquisa divulgada pelo Sebrae/SC, com a participação da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC) apontou que 530.254 catarinenses já perderam o emprego desde o início da quarentena.
A variação foi de 30,6% a mais em relação ao último estudo realizado pelo Sebrae/SC nos dias 13 e 14 de abril. Somente nos últimos 19 dias foram 124.154 pessoas demitidas. O número de empresas que adotaram o desligamento dos funcionários como alternativa para manter as atividades durante a crise também cresceu.
Enquanto em abril 34,45% de empresas catarinenses haviam demitido funcionários, na última pesquisa realizada, entre os dias 2 e 6 de maio, esse valor passou para 41,4%.Das mais de 530 mil demissões no Estado, 30,48% aconteceram nas grandes e médias empresas e 69,51% nos pequenos negócios

Apesar do crescimento, o superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Fonseca, acredita que a quantidade de demissões poderia ter sido maior caso não houvesse flexibilizações. “Mesmo após a flexibilização, vimos um crescimento do número de demissões. Porém um terço dos afastamentos foram feitos por suspensão temporária de trabalho e redução de jornada e salário. Não tenho dúvida nenhuma que essas duas medidas impactaram na desaceleração das demissões. Elas (as medidas) demoraram a ser publicada pelo próprio governo, mas ajudaram nessa desaceleração”, apontou.
Conforme o superintendente, o número de demissões elevadas acorreu principalmente no primeiro mês de isolamentos social. “Continuou crescendo, mas o maior número de demissões nas micro e pequenas empresas ocorreram nos primeiros 30 dias. É onde impacta mais a necessidade de caixa. As pequenas empresas não têm fluxo de caixa para 30 dias e essas medidas são tomadas mais rapidamente nesse setor, que é o mais impactado e empregam mais da metade dos trabalhadores catarinenses”, acrescentou.
Demissões na região Sul
A pesquisa também apontou os dados por região. No Sul de Santa Catarina, 44,7% dos empresários entrevistados confirmaram ter demitido funcionários desde o início da quarentena.
Somente na região, foram mais de 68 mil pessoas desligadas de suas funções. A perda de faturamento nas cidades do Sul, entre os dias 30 de março e 6 de maio, foi de R$ 2,19 bilhões.
Comércio e serviços são os setores que mais demitiram
Outro índice levantado no estudo foi a quantidade de demissões por setores, sendo que o comércio e os serviços foram os mais afetados. Enquanto a indústria demitiu 158.085 pessoas, o comércio desligou 153.641 funcionários e as empresas do ramo de serviços demitiram 218.538 trabalhadores.
O presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt, destacou ainda que, apesar da crise, as empresas representadas pela entidade têm buscado manter as suas atividades. “A soma dos setores representados pelo Fecomércio/SC que fecharam definitivamente ou temporariamente, o que tem impacto direto na arrecadação e nos empregos do Estado, foi de 16%. Apesar disso, 84% das empresas representadas pela Fecomércio estão, de alguma forma, mantendo suas atividades e buscando alternativas por sobrevivência”, disse.
Para a pesquisa, foram ouvidos 2.547 empresários, de todas as regiões de Santa Catarina, entre os dias 4 e 6 de maio. A margem de erro é de 1.9 percentual para mais ou para menos.






