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Doença

Esporotricose preocupa autoridades em Criciúma; bairro Santa Luzia é o mais afetado, alerta vereadora

Infecção causada por fungo tem aumentado no país

Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br

Atualizada 3 min de leitura

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Esporotricose preocupa autoridades em Criciúma; bairro Santa Luzia é o mais afetado, alerta vereadora
Foto: Reprodução/TV Câmara

Na sessão ordinária desta segunda-feira, dia 24, a vereadora Gorete Mendes Correa Boaroli (PSDB) chamou a atenção para os casos de esporotricose registrados em Criciúma. “Estivemos hoje à tarde no bairro Renascer, acompanhando o Gabinete Itinerante, e uma coisa me chamou a atenção, e até o prefeito pediu para que a gente divulgasse”, frisou.

Segundo a parlamentar, a doença, que se manifesta em gatos, aumentou muito em algumas cidades do país. “Já são mais de 800 casos [em Santa Catarina] de animais com a doença, que também pode ser contraída por pessoas”, ressaltou. A vereadora citou ainda que é necessário procurar de imediato a Unidade Básica de Saúde em caso de contaminação. Gorete afirmou que são cinco casos no bairro Santa Luzia, e apontou a região como a mais preocupante do município.

No último ano, o município registrou sete casos em gatos e dois em humanos, de acordo com a Vigilância em Saúde. O caso mais recente em humanos ocorreu há três meses. De acordo com o Secretário de Saúde, Deivid de Freitas, ambos os pacientes seguem fazendo tratamento. Confira um vídeo de alerta feito pelo gestor da pasta da Saúde:

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Telefone para contato com o Centro de Zoonoses: 3430-0698

WhatsApp para enviar imagens em caso de dúvidas: 48-99164-5295

Transmissão da doença

A esporotricose é causada pelo fungo do gênero Sporothrix, presente no solo, vegetação e matéria orgânica em decomposição. A doença se manifesta em gatos por meio de feridas na pele, principalmente na face, orelhas e patas, que demoram a cicatrizar.

A transmissão da doença para humanos ocorre geralmente pelo contato direto com lesões de animais infectados ou através de arranhões, mordidas e secreções de gatos infectados. Os sintomas mais comuns são o surgimento de feridas na pele, geralmente nos braços, mãos ou rosto, que podem se espalhar ao longo dos vasos linfáticos, além de inchaço e formação de nódulos. Humanos são infectados quase exclusivamente por animais doentes, sendo o contágio entre pessoas extremamente raro.

Prevenção

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) reforçou em junho deste ano que a colaboração de todos é essencial para conter a propagação da doença, garantindo o bem-estar dos animais e a proteção da saúde pública. Para prevenir a esporotricose recomenda-se:

• Manter os gatos em ambiente domiciliar, evitando o acesso à rua;
• Procurar atendimento veterinário ao sinal de lesões suspeitas;
• Usar luvas ao manusear animais com feridas;
• Não abandonar animais doentes;
• Procurar atendimento ao menor sinal de lesões na pele após contato com gatos.

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