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Flexibilizações recentes dificultam fiscalizações de medidas sanitárias de prevenção à Covid-19

Com desrespeito às regras para retorno de atividades, tem crescido o número de denúncias

Por Lucas Renan Domingos -

2 min de leitura

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Flexibilizações recentes dificultam fiscalizações de medidas sanitárias de prevenção à Covid-19
Foto: Divulgação/Decom

A matriz da Secretaria de Estado de Santa Catarina (SES) que avalia o risco potencial da Covid-19 apontou nesta quinta-feira, dia 24, que não há mais no Estado regiões classificadas como gravíssimas (cor vermelha). O Extremo Oeste é a única região classificada como risco Alto (cor amarela) e as demais seguem na condição de risco grave (laranja). Com a desaceleração na curva de contágio, a SES projeta novas flexibilizações. Algumas delas já foram anunciadas recentemente. Ao mesmo tempo, há preocupação do impacto das liberações na quantidade das fiscalizações das medidas sanitárias de prevenção à Covid-19.

É o que demonstra o coordenador da Vigilância Sanitária de Criciúma, Samuel Bucco. Segundo ele, o número de denúncias de descumprimento das regras vem crescendo e impactando na cobertura das equipes fiscalizadoras. “Infelizmente tem sido difícil fiscalizar todas as denúncias que recebemos. As flexibilizações fizeram crescer muito a demanda de abordagem das equipes da Vigilância Sanitária e também da Polícia Militar, que é nossa grande parceira neste trabalho”, salientou Bucco.

Entre as flexibilizações anunciadas recentemente estão a liberação para que estabelecimentos de serviços não essenciais funcionem em seus horários normais, a volta do futebol recreativo, abertura de parques aquáticos e o anúncio de possível liberação de eventos. “O problema é que as pessoas não estão obedecendo aos regramentos. Existem as portarias que definem as medidas sanitárias para o retorno e precisamos seguir as regras. As pessoas estão tendo uma má compreensão achando que tudo voltou ao normal, mas ainda estamos em uma pandemia”, salientou.

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A preocupação é também com uma nova onda de infecções da Covid-19, que não está descartada. “Vai depender do comportamento das pessoas. Temos uma preocupação principalmente com grupos de pessoas sem usar máscara. Alertamos para que não é hora de relaxar as medidas”, destacou o secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande.

“A gente saiu da classificação gravíssima, os números de internações diminuíram, mas essas irresponsabilidades que estão ocorrendo podem acarretar em novos contágios e internações no futuro. E vamos sempre analisar a matriz de risco do Estado. Caso a situação volte a piorar teremos que, novamente, adotar medidas restritivas”, completou o coordenador da Vigilância Sanitária.

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