Golpe do guincho é o novo método de extorquir dinheiro da população
Depois do golpe do sequestro, do bilhete premiado, agora é a vez do golpe do guincho. O crime é aplicado via telefone, sendo que estes telefonemas são feitos da região Nordeste do país
A população deve ficar atenta a um novo golpe na região. Depois do golpe do sequestro, do bilhete premiado, agora é a vez do golpe do guincho. O crime é aplicado via telefone, sendo que estes telefonemas são feitos da região Nordeste do país. Conforme o coordenador da Central de Polícia de Tubarão, André Luiz Bermudez, nove casos foram registrados na última semana. Nesta terça-feira, mais um golpe foi aplicado na cidade. A vítima perdeu mais de R$ 1,1 mil.
“O golpista liga para a vítima, por acaso essa ligação tem caído na região de Tubarão, e conversa como se fosse algum parente que está na estrada com alguns problemas no carro”, explica o delegado. Ele diz que está indo visitar a vítima e precisa de dinheiro para completar a viagem. “O criminoso engana a pessoa, que deposita uma quantia em dinheiro em uma conta bancária laranja, também da região Nordeste do país”, ressalta Bermudez. “Ele liga e fala que está na estrada, sendo que a vítima pergunta quem está falando. Neste momento, o criminoso começa a ludibriar a vítima”, completa a autoridade policial.
Ainda conforme o delegado, as investigações são complexas, pois exigem muita quebra de sigilo e rastreamento - que também exige bastante técnica. “Quando retornamos a chamada, geralmente a ligação cai em uma cela de algum presídio do Nordeste, com 25 presos”, explica. Além disso, a atribuição para investigar é do Nordeste, pois o golpe é praticado naquela região. “É uma dificuldade muito grande de investigação, então a melhor forma de evitar é alertar a população, que ao receber essa ligação deve averiguar quem está ligando e pedir o nome completo da pessoa, por exemplo”, afirma.
A quantia depositada varia conforme o caso. Os valores se estabelecem entre R$ 600 a R$ 2 mil. “O golpista também tem essa malícia de perceber quanto em dinheiro à vítima pode depositar”, completa Bermudez.







