Homem que confessou ter matado professor em Cocal do Sul é indiciado por latrocínio e furto
Se condenado, ele poderá pegar até 34 anos de prisão
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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte do professor Helio Antonio Pizzolo, de 66 anos, assassinado por golpes de faca no pescoço e encontrado já sem vida em sua casa, na região central de Cocal do Sul, no dia 14 de abril de 2021. Um homem, de 36 anos, que confessou ter cometido o crime está preso preventivamente desde o dia 28 de abril. Ele foi indiciado pelos crimes de latrocínio e furto simples. Somadas, as penas podem chegar a 34 anos de reclusão. Outras quatro pessoas que compraram os materiais furtados da residência do professor também foram indiciadas por receptação.
A motivação do crime teria sido o não pagamento de um serviço prestado. Para a polícia, o acusado afirmou que prestava serviços para Pizzolo e receberia dinheiro para realizar um trabalho que duraria sete dias. Como terminou antes do prazo, ele foi cobrar e o professor se negou a realizar o pagamento. Os dois entraram em luta corporal e a vítima foi golpeada no pescoço pelo menos nove vezes, conforme apontou o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP).
Imagens coletadas pela Polícia Civil mostraram que o suspeito esteve na residência de Pizzolo dias antes do professor ser encontrado morto por um sobrinho. O homem também foi visto saindo da casa levando alguns objetos furtados, como um forno elétrico, micro-ondas. Um televisor e um aparelho de cerca viva, que foram vendidos para conseguir dinheiro para o investigado retornar ao Estado do Rio Grande do Sul, de onde é natural. Ele foi detido em uma clínica de reabilitação na cidade de Criciúma, no bairro São Marcos. Os detalhes da investigação foram esclarecidos em coletiva no dia da prisão do suspeito.
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“É importante enaltecer o trabalho das agentes de polícia de Cocal do Sul e a atuação Ministério Público e do Poder Judiciário, sem os quais o caso não teria um desfecho positivo”, destacou o delegado Ulisses Gabriel, responsável pela investigação.
Além do latrocínio e do furto pelo qual foi indiciado, o homem também possui passagens policias por roubo, lesões corporais, homicídio, formação de quadrilha cometidos no Rio Grande do Sul e, em Santa Catarina, por ameaça, lesões corporais, estelionato e furtos.




