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Criciúma

Homenagem: O Batman do Brasil e sua história de superação

A homenagem foi proposta pelo vereador Julio Kaminski (PSDB) e aprovada por unanimidade

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Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Muitos heróis têm uma identidade secreta, mas Batman do Brasil, homenageado na sessão dessa segunda-feira, dia 25, retirou a máscara e recebeu Moção de Aplauso em reconhecimento ao trabalho social que realiza junto às crianças em tratamento oncológico.

Com moto, uniforme e máscara que lembram o ator Christian Bale, que encarnou o personagem Batman, o empresário Cristiano Zanetta, de 38 anos, cativa crianças e adultos por onde passa. Natural de Clevelândia, no Paraná. Ele é formado em Educação Física, proprietário de uma academia e mora hoje em Urussanga.

Há 12 anos, o voluntário visita semanalmente hospitais que realizam tratamento oncológico e auxilia na recuperação de crianças com câncer auxiliar a trabalhar a autoestima dos pequenos. Ele agradeceu a oportunidade e disse que oferece cursos para todo o Brasil. O que faz eu conseguir ter a energia são momentos como esse. “Por muito tempo enfrentei a luta sozinho, mas conseguir fazer com que a pessoa saia de uma depressão, é muito gratificante”, disse. A homenagem foi proposta pelo vereador Julio Kaminski (PSDB) e aprovada por unanimidade.

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Conheça a história do Batman do Brasil

Nascido em Cleveland (PR), aos dois anos se mudou com a família para Santo Antonio da Patrulha (RS), cidade onde um incêndio destruiu sua casa. Suas irmãs dormiam no momento, e os Bombeiros as resgataram, episódio marcante na sua vida.

Sua professora, posteriormente, o identificara um possível resquício do trauma pelo qual havia passado: em tratamento, a psicóloga traçou paralelo entre os Bombeiros e o Super Herói Batman: não possuem superpoderes, mas mesmo assim, salvam pessoas.

Cristiano passou a ler histórias, observar as ações e atitudes do Batman, e se identifica cada vez mais com o “Homem-Morcego”. Desde então, ele nunca mais se dissociou do personagem do Batman.

Aos 24 anos, já casado, morando em Urussanga, graduou-se em Educação Física pela Unesc. Na época, o pai fora acometido por um câncer, mas recuperou-se após ser motivado pelo filho. Cristiano fez uma promessa ao seu pai: decidiu exercer voluntariamente um trabalho social em hospitais, inspirado nos “Doutores da Alegria”.

Ele entraria nos hospitais com a finalidade de motivar crianças com câncer e em depressão, para que tivessem força e lutar por suas vidas. E que faria isso caracterizado de Batman.

Foi barrado em três hospitais onde tentou cumprir essa promessa. Uma nova enfermidade do pai o levou ao extremo de suas emoções, reforçando sua iniciativa de ir aos hospitais levar motivação às crianças.

Porém, dessa vez nada o impediria, o “Batman do Brasil” estava determinado. Ainda que tivesse que fazê-lo escondido. Uma semana antes da Páscoa de 2014, recebe uma ligação de uma mãe desesperada, pois o filho dela estava com câncer, deprimido, ao ponto de rejeitar o tratamento. Esta mãe pediu que ajudasse a convencer seu filho a passar pelo tratamento.

Cristiano não hesitou, consegue entrar no hospital, e de forma audaciosa, para causar impacto, entra no quarto da criança internada, chutando a porta, numa aparição dramática que quebra a inércia daquela criança, e também a porta do quarto do hospital.

Naquele momento, a criança espantada olha para a mãe e pergunta se ela havia chamado o Batman em seu socorro. A mãe emocionada – pois não ouvia a voz do filho há tempos – responde que sim.

O “Batman” então se senta ao lado daquela criança, e explica a necessidade do tratamento, Um enfermeiro aparece com a finalidade de expulsá-lo do hospital, onde havia entrado de forma sorrateira. Pensando rápido, diz à criança que o enfermeiro era o Lanterna Verde, que coletaria seu sangue para levar à Liga da Justiça - incentivando o menino a dar continuidade ao tratamento

No dia seguinte a esse episódio, recebe telefonema da médica responsável pelo setor da oncologia pediátrica, perguntando se quem falava era o Batman, por mais inusitado que pudesse parecer.

Acreditando que a chamada era para tratar da porta quebrada no dia anterior, ela surpreende. Diz a Cristiano que sabia que suas visitas traziam respostas positivas das crianças, e falou em especial sobre esse menino. E que a partir daquele momento, ele estaria livre para desenvolver seu trabalho com as crianças, e que seria bem-vindo a qualquer momento.

E dessa forma ele passou a fazer visitas semanais às crianças, e há doze anos permanece fazendo este trabalho. O personagem descrito nessa narrativa é real: trata-se de Cristiano Zanetta de Matos, o Batman do Brasil.

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