Já há prateleiras vazias em supermercados, mas situação ainda não é alarmante, diz Acats
Pedido é para que consumidores não façam estoque de comida e comprem apenas o necessário
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Os impactos dos bloqueios das rodovias aumentam conforme os dias de paralisações pelo Brasil vão avançando. Na noite dessa terça-feira, dia 1º, em mercados de Criciúma, consumidores já flagraram prateleiras desabastecidas. A situação, conforme o vice-presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) para o Sul do Santa Catarina, Ricardo Althoff, ainda não é preocupante, mas pode se agravar caso as interdições persistam.
“Seguimos monitorando a situação dos bloqueios e acompanhando com cautela. Nesses dois primeiros dias de paralisações, as redes supermercadistas estavam com um bom estoque, com os Centros de Distribuições abastecidos. Não tivemos grandes rupturas de reposições, mas se perdurar por mais dias esta condição pode se agravar, principalmente com os produtos mais sensíveis, como hortifrúti, refrigerados, carne fresca”, analisou.
Alguns supermercados já colocaram em prateleiras mais vazias recados sobre a falta de produtos. Na loja de uma rede supermercadista, a reportagem do Portal Engeplus encontrou um cartaz informando os clientes. “Senhores clientes, devido a paralisação dos caminhoneiros, estamos com falta de alguns produtos. Desculpem o transtorno”, diz um dos cartazes.

Althoff lembra que o problema é puramente logístico e pede consciência aos consumidores na hora de fazerem as compras. “O que a gente pede é que os consumidores não corram para os mercados para fazer estoque de produtos. Não há necessidade disso. Precisamos pensar no próximo, que também vai querer fazer as suas compras, principalmente de itens mais básicos. A recomendação é comprar somente o necessário. Não é um problema na indústria. Os produtos estão sendo produzidos, os nossos fornecedores têm seus estoques. É uma situação totalmente de logística”, acrescentou.







