‘Já passou da hora de retomarmos as cirurgias eletivas’, afirma Acélio Casagrande
Secretário de Saúde de Criciúma afirmou que mais de três mil pessoas aguardam na fila
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Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, a saúde pública de todo o país precisou se reorganizar para atender os casos da Covid-19. Em Santa Catarina não foi diferente. As cirurgias eletivas estão suspensas desde o dia 17 de março. Exames, cirurgias eletivas e consultas ambulatoriais estão suspensas temporariamente, exceto para procedimentos e cirurgias não prorrogáveis, tais como exames oncológicos. O objetivo da medida foi diminuir o fluxo de pessoas no sistema hospitalar, reduzindo a circulação do vírus em um momento de preparação para o recebimento de pacientes com o vírus.
O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, reconheceu que após dois meses é necessário que as cirurgias eletivas sejam retomadas na região carbonífera. “Já passou da hora de retomarmos as cirurgias eletivas, pois tem casos que se transformam irreversíveis e cirurgia com risco tem que ser feita. Fizemos um documento solicitando ao estado que vocacione um hospital da região para as cirurgias eletivas, vocacione cada especialidade em uma unidade hospitalar”, comenta. “Cirurgia eletiva faz um dia e vai embora no outro. Não podemos deixar essas pessoas sem atendimento”, completa.
Ainda segundo Casagrande, o governo municipal está, sim, pensando na sociedade como um todo e continua atendendo outras áreas na saúde e não apenas pessoas com suspeita ou confirmadas de coronavírus. “Estamos atendendo a cardiologia, pessoas com câncer. Não é só a Covid-19 que o gestor público tem que pensar”, garante.
Conforme Casagrande, o estado respondeu por meio do secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta. “Ele prometeu que faria uma avaliação dos casos para liberar pelo menos 50% das cirurgias eletivas. Esse caso é o governo estadual que tem que liberar e não o municipal”, explica. “Temos muitas cirurgias. Com certeza não baixa de três mil pessoas. Estamos buscando zerar a fila, visando o melhor, mas, infelizmente, a pandemia chegou e precisamos tomar outro caminho”, acrescenta.







