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Operação Hefesto

'Não há certeza que eles sabiam', afirma delegado sobre investigados por compra de carne de cavalo

Ofício que consta no processo com os nomes dos estabelecimentos circula nas redes sociais

Por Rafaela Custódio -

2 min de leitura

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'Não há certeza que eles sabiam', afirma delegado sobre investigados por compra de carne de cavalo
Foto: Divulgação

A Polícia Civil segue investigando os desdobramentos da Operação Hefesto realizada em Morro da Fumaça no dia 16 de setembro que resultou na apreensão de 520 quilos de carne (equina e bovina). Neste domingo, um mês depois do início da ação, um ofício que consta no processo com quatro nomes de estabelecimentos investigados circula pelas redes sociais, mas o delegado Márcio Campos Neves explicou que foi um pedido de inspeção.

"O ofício consta no processo. Não há certeza que eles [proprietários dos estabelecimentos] sabiam. Compraram do responsável que misturava carne de cavalo na carne moída. Vazaram o ofício dos autos que estava em segredo de justiça, porém há uma semana deixou de estar em segredo. Isso é apenas um pedido de inspeção nos locais, o segredo de justiça era também por isso, para não prejudicar os estabelecimentos", explicou em entrevista ao Portal Engeplus.

O documento que circula nas redes sociais é verdadeiro, segundo o delegado. "Alguém entrou no processo que é público há uma semana e tirou pra divulgar. Isso já arranha a imagem dos estabelecimentos. O processo é contra os que estão presos e não contra os estabelecimentos", afirmou. Ao todo, 12 pessoas foram presas, sendo nove pela venda da carne, dois por tráfico de drogas e um por desacato.

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