O alívio da mãe do surfista Ricardinho
EX-PM foi condenado a 22 anos de prisão por crime na Guarda do Embaú

O ex-PM Luis Paulo Mota Brentano, autor dos disparos que tiraram a vida do surfista Ricardo dos Santos em janeiro de 2015, na Guarda do Embaú, em Palhoça, foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado. O julgamento durou dois dias e a sentença foi conhecida na noite desta sexta-feira.
O júri entendeu que Mota teve intenção de matar Ricardo. Ele já vinha detido no 8º Batalhão da Polícia Militar em Joinville, e agora será transferido, em até cinco dias, para cela em presídio comum.
O Ministério Público entendeu, ao acusar Mota, que o PM disparou três vezes contra o surfista sem que houvesse ameaça real, tanto que um tiro atingiu as costas da vítima. A razão fútil, sem permitir reação de Ricardo, pesou decisivamente na condenação. Há possibilidade de recurso por parte da defesa.
Dívida do ex-PM
é com Deus
A mãe do surfista morto se disse aliviada com o resultado do julgamento. “Meu coração é só a dor da perda. Não conseguia ter sentimento de ódio, compaixão, nada. Se alguém tem que perdoá-lo, é Deus”, disse Luciane dos Santos, em entrevista ao Diário Catarinense. “É um sentimento de alívio porque era isso o que a gente vinha buscando”, completou, comentando a condenação de Mota a 22 anos de prisão.



