O dedo de Sílvio no sistema defensivo do Criciúma
Experiente no setor, interino promoveu alterações pontuais na zaga tricolor

Dono da pior defesa do Campeonato Brasileiro da Série A, com 28 sofridos, o Criciúma apresentou uma melhora no setor defensivo nos dois jogos comandados por Sílvio Criciúma. Mesmo com o pouco tempo de trabalho à frente do comando do Tigre, o ex-zagueiro promoveu mudanças pontuais que surtiram efeito imediato. Nos jogos contra Coritiba e Ponte Preta o goleiro Galatto foi pouco acionado e sofreu apenas um gol, em uma cobrança de falta.
“Fiz pequenas alterações. Uma delas, com o consentimento dos atletas, foi a mudança de marcação na bola parada. Ela vinha sendo feita individual, e a gente passou a fazer marcação por zona, setorizada. Conversei com eles, e todos se colocaram dispostos a mudar a marcação. Tanto que no treinamento de hoje tive a primeira oportunidade de dar mais ênfase na parte prática, até então tinha feito a mudança na teoria, colocado na preleção, e feito no jogo. E deu resultado. Porque se observar os dois jogos o Galatto defendeu poucas bolas, elas chegaram mais mascadas, divididas pra ele. Outra mudança foi a inversão do posicionamento entre o Matheus e o Leonardo. Nos dois jogos também tivemos vantagem de altura em relação ao adversário, e estamos indo para o terceiro jogo em vantagem”, pontua Sílvio Criciúma.
Além de colocar em prática as alterações defensivas, na parte final da atividade realizada na manhã desta sexta-feira, no Centro de Treinamento, o técnico interino solicitou que não fossem feitas imagens por parte da imprensa e treinou por várias vezes a jogada que deve ser uma das principais armas do Criciúma diante do Vitória: a bola parada. “Ela decide um jogo, um campeonato. Pedi para que não fizessem imagens porque o adversário pode observar a movimentação, o posicionamento e isso é uma informação a menos que chega para eles lá. Com certeza, aposto muito na bola parada. Se for para decidir o jogo, que decida a nosso favor, tanto defensivamente quanto ofensivamente”, destaca o interino.








