O risco de um pedágio em Criciúma
Técnicos da ANTT confirmaram que, além de São João do Sul, região deverá ganhar mais praças

Passou despercebido para alguns, mas os técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que fizeram parte de audiência pública realizada nesta sexta-feira em São João do Sul, com a pauta de um pedágio na região, aventaram a hipótese de outras praças no trecho da BR-101 sul em Santa Catarina.
“Sim, além desta de São João do Sul, que está sendo proposta agora, futuros lotes vão colocar mais três praças de pedágio na BR-101 até Paulo Lopes, e uma delas pode ser em Criciúma”, confirmou a gerente executiva da AMESC, Ester Barp. “Eles deixaram escapar isso”, reforçou o presidente da AMREC e prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin (PP).
As especulações dos bastidores da audiência trouxeram à tona o risco de uma das áreas escolhidas ser entre o Verdinho, no limite com Maracajá, e pouco adiante da Quarta Linha, quando começa Içara. “Mas esse não é o assunto de agora”, minimizou o deputado estadual José Milton Scheffer (PP), focando na prioridade momentânea que é a garantia da transferência para o lado gaúcho da praça proposta para São João do Sul.
Entre os argumentos citados contra o projeto da ANTT, está a divisão de São João do Sul. “Há uma comunidade, de Barrinha, que tem toda uma ligação com a sede, e ficará separada dela pelo pedágio”, relatou o presidente da AMREC. “E Passo de Torres também. O Sindicato Rural fica em São João do Sul, a Igreja Católica, vários bancos”, completou a gerente Ester Barp. “Tem gente que passa entre as cidades vizinhas de quatro a seis vezes por dia. Como ficarão essas pessoas com um pedágio ali, no meio do caminho?”, indagou o presidente da AMESC e prefeito de Morro Grande, Valdionir Rocha (PSD).
Os processos envolvendo outras praças na BR-101 sul serão levados adiante depois de confirmado o local da que está atualmente em discussão, não devendo sair do papel antes de 2019.



