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Incêndio no São Cristóvão

Perícia confirma erro em operadora de telefonia

Primeira ligação registrada foi às 6h25 e caiu na Central de Emergência de Florianópolis

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: Thiago Hockmüller

O que era uma suspeita do Corpo de Bombeiros acabou se confirmando. A falha na tentativa de acionar a Central de Emergência de Criciúma, realizada por moradores da rua José Manuel Alves, onde uma casa incendiou na manhã dessa terça-feira, dia 21, foi mesmo da operadora de telefonia.

O erro foi identificado em perícia realizada pelos bombeiros, que fizeram uma análise de toda a operação, inclusive, levantando o histórico de chamadas na Central de Emergências de Florianópolis e de Criciúma. O levantamento identificou a primeira chamada às 6h25, na Central de Florianópolis, e não às 5h, como relatado pelos moradores. “A operadora entregou a ligação em Florianópolis. A chamada só chegou para Criciúma às 6h57, através de uma ponte que Florianópolis fez com Tubarão e depois de Tubarão com Criciúma. Depois disso, levamos oito minutos e 50 segundos para chegar no local”, explica o responsável pela perícia e capitão do Corpo de Bombeiros de Criciúma, Diógenes Luciano Borges.

O tempo levado para chegar ao local da ocorrência é considerado normal pelos bombeiros. Isto levando em conta as condições de trânsito, como semáforos e congestionamentos. “Infelizmente teve o problema de comunicação e acabou não gerada (a chamada) em Criciúma. Depois que soubemos do fato, foi super tranquilo, acabamos atendendo rápido. É papel da telefonia entregar a ligação na Central mais próxima, o que não ocorreu”, lamentou o capitão.

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A perícia para identificar o que deu origem ao incêndio foi concluída ainda ontem, no entanto, a situação ainda está sob análise dos perítos.

Entenda o caso

Os moradores da rua José Manuel Alves reclamaram da dificuldade em contatar o Corpo de Bombeiros de Criciúma e da demora no atendimento. Segundo relato do proprietário da residência, Altair Ferreira, a primeira tentativa de contato foi realizada por volta das 5h, no entanto, a guarnição só chegou no local às 7h.

Além do 193 (telefone de emergência dos bombeiros), também foi discado para o 190 (telefone de emergência da Polícia Militar), mas o problema se repetiu.

Um dos moradores da residência, que é dividida em duas kitnets estima ter perdido mais de R$ 30 mil reais em móveis, eletrodomésticos e equipamentos de trabalho.

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